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Atualizado às: 25 de julho, 2006 - 01h13 GMT (22h13 Brasília)
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ONU pede US$ 150 mi para ajuda humanitária
Refugiados libaneses
Egeland diz que recursos são para 800 mil civis afetados pela crise
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo por US$ 150 milhões para fornecer ajuda humanitária ao Líbano, e os Estados Unidos anunciaram seu próprio pacote de auxílio para a população civil no valor de US$ 30 milhões.

O coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, disse em Beirute que o dinheiro é necessário para alimentar e abrigar cerca de 800 mil civis afetados pelo conflito.

Segundo Egeland, os recursos deverão auxiliar desabrigados por três meses.

A iniciativa foi tomada num momento em que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, visita o Líbano e Israel para discutir a crise na região.

Cerca de 380 libaneses e até 40 israelenses morreram em 13 dias de conflito.

A ofensiva israelense começou depois que o Hezbollah capturou dois soldados israelenses após incursão em Israel no dia 12 de julho.

Unicef

Cerca de US$ 24 milhões foram pedidos pela ONU para a Unicef, o fundo para a infância, para ajudar crianças desabrigadas no Líbano ou que fugiram para a Síria.

Egeland disse que pediu aos israelenses salvo conduto para que navios com finalidade de ajuda humanitária entrem no porto de Trípoli no norte e no porto de Tyre, no sul do Líbano.

O presidente americano George W. Bush ordenou nesta segunda-feira que helicópteros e navios sigam para o Líbano para levar suprimentos.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que o auxílio deverá começar a chegar ao Líbano na terça-feira.

"É uma iniciativa formulada num reconhecimento de que homens, mulheres e crianças inocentes estão sendo feridos", disse ele. "Isto é uma coisa horrível."

Segundo Snow, os Estados Unidos também estão trabalhando com representantes israelenses e libaneses para abrir corredores humanitários no Líbano.

A União Européia já prometeu US$ 12,6 milhões em ajuda.

Violência

Nesta segunda-feira, forças israelenses seguiram para o norte, onde tomaram o vilarejo de Maroun al-Ras, no sul do Líbano e há notícia de pesados combates na região de Bint Jbeil.

Dois soldados israelenses morreram e mais de dez ficaram feridos em choques na fronteira.

Um helicóptero israelense caiu no norte de Israel, matando dois pilotos. Uma porta-voz do Exército disse que houve problemas técnicos, mas o Hezbollah teria afirmado que a aeronave foi derrubada.

Mais mísseis do Hezbollah atingiram Haifa e outras cidades no norte do território israelense, ferindo pelo menos quatro pessoas, disse Israel.

Pré-condições

Em meio a promessas de ajuda humanitária, intensificam-se os esforços diplomáticos para tentar pôr fim à crise.

Rice seguiu para Beirute no que seus representantes dizem ser uma demonstração de apoio ao governo do Líbano.

A secretária de Estado americana se reuniu com o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, e disse que está "profundamente preocupada com o povo libanês e com o que ele está enfrentando".

Mas Rice afirmou ainda que não há lucar para "grupos terroristas" como o Hezbollah para ataques a partir de território libanês.

Ela se reuniu ainda com o presidente xiita do parlamento, Nabih Berri, que, acredita-se, tem canais de comunicação com a Síria e o Hezbollah.

De acordo com fontes do governo do Líbano, Rice colocou como pré-condições para um cessar-fogo a libartação de dos soldados israelenses capturados pelo Hezbollah e a retirada das forças do movimento da fronteira.

Condoleezza Rice foi a Israel para conversações com o primeiro-ministro Ehud Olmert e outros integrantes do governo israelense.

Na noite desta segunda-feira, Rice se reuniu com o Ministro do Exterior israelense, Tzipi Livni, que disse que o Hezbollah queria incendiar a região.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse nesta segunda-feira que é importante que as conversações em Roma na quarta-feira tenham sucesso. Representantes do Oriente Médio e das potências ocidentais vão se reunir na capital italiana.

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