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Israel fere direitos humanos, diz enviado da ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os bombardeios israelenses ao Líbano são "uma violação das leis humanitárias", disse neste domingo o coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland. "É um uso excessivo de força em uma área com muitos civis", disse. O enviado da ONU, que chegou no sábado à região do conflito, visitou o sul da capital libanesa, Beirute, área que Israel vem bombardeando pesadamente sob alegação de que ali funcionam instalações do Hezbollah. Egeland chegou duas horas depois de outro ataque aéreo de Israel contra Beirute. Israelenses também atingiram a cidade portuária de Sidon, pela primeira vez. A cidade está lotada de refugiados. Em Israel, na cidade portuária de Haifa, duas pessoas morreram devido a um ataque com foguetes lançados pelo Hezbollah e outras 15 teriam ficado feridas. Ele descreveu as operações israelenses como "terríveis". Os libaneses mortos desde que a crise começou já chegam a 368. Egeland disse que quarteirões inteiros de Beirute foram destruídos pelos bombardeios. O coordenador da ONU vem pedindo a Israel que abra um corredor de ajuda humanitária para que sua equipe possa ajudar as vítimas, a maioria civil, dos bombardeios. Choque Egeland, visivelmente comovido, se mostrou chocado e afirmou que "quarteirão após quarteirão", com prédios, foi destruído. O coordenador de ajuda humanitária da ONU disse que a "resposta desproporcional" é uma "violação da lei humanitária internacional". Egeland pediu para que os dois lados paralisem os ataques e acrescentou que os suprimentos de ajuda humanitária da ONU vão começar a chegar à região em poucos dias. "Mas precisamos de um acesso seguro. Até agora Israel não está nos dando acesso", disse. Israel disse que pode relaxar seu bloqueio naval, e permitir que navios com suprimentos aportem em Beirute. Mas a medida, segundo Egeland, é ineficaz. Com rodovias e pontes danificadas no Líbano, a ONU não pode sequer distribuir a ajuda que já chegou ao país. Diplomacia O ministro da Defesa israelense, Amir Peretz, disse que Israel poderia aceitar uma força multinacional de segurança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na região. Mas ele insistiu que os ataques israelenses ao Líbano continuarão. Peretz se reuniu com o ministro do Exterior alemão, Frank Walter Steinmeier, que voltou a pedir um cessar-fogo. O pedido foi feito também pelo ministro francês do exterior, Philippe Douste-Blaz, que visitou a cidade israelense de Haifa. Em Madri, o ministro da Informação sírio, Mohsen Bilal, disse que seu país entrará no conflito se uma invasão israelense do Líbano colocar em xeque sua segurança. As declarações do ministro, feitas em visita oficial à Espanha ao diário espanhol ABC, representam uma mudança de posição da Síria. Antes, Damasco sustentava que só entraria no conflito se Israel atacasse diretamente a Síria. Embora negando que seu país financiasse o Hezbollah, Bilal afirmou que a milícia xiita conta com a simpatia síria. Ele criticou os Estados Unidos, alegando que Washington não está se esforçando para promover a paz na região. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chega neste domingo à região do conflito. Bombardeios Neste domingo, Israel e o Hezbollah retomaram as hostilidades.
A Força Aérea israelense bombardeou a cidade de Sidon pela primeira vez. Uma mesquita da cidade foi destruída, e quatorze pessoas ficaram feridas. Israel disse que o prédio servia para encontros da milícia Hezbollah. Os ataques israelenses se repetiram no sul de Beirute e no vale do Bekaa. Explosões também foram ouvidas em Tiro. Haifa voltou a ser atingida por mísseis do Hezbollah, matando duas pessoas. Relatos dão conta de que pelo menos um carro que passava por uma rua importante de Haifa foi atingido. Uma casa ficou destruída. As explosões dispararam alarmes e levaram equipes de emergência para as ruas. |
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