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Israel convoca reservistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A convocação de milhares de reservistas e os alertas para a população do sul do Líbano deixar a região aumentam as suspeitas de uma grande incursão israelense no país. Além de convocar milhares de reservistas, Israel concentrou tanques e soldados na fronteira libanesa e jogou panfletos no sul do Líbano pedindo para que os civis deixem a região. O ministro da defesa libanês, Elias Murr, disse que o Líbano vai combater as tropas israelenses caso seu país seja invadido. Tropas israelenses já estão combatendo o Hezbollah na região e o Exército está bombardeando pesadamente a fronteira. Correspondentes em Tiro, cidade costeira no sul do Líbano, disseram que o som das explosões é constante e que, com vilas e estradas destruídas, as populações locais estão em sério risco. O exército israelense confirmou que, só na sexta-feira, já realizou mais de 40 bombardeios. Durante todo o dia Israel lançou ataques aéreos e o Hezbollah disparou foguetes contra a cidade de Haifa. Panfletos Os reservistas que estão sendo chamados por Israel assumiriam posições na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, liberando soldados para avançarem à região norte do Líbano. O ministro da defesa israelense, Amir Peretz, disse que o Exército israelense "não quer conquistar o Líbano, mas vamos fazê-lo sem pensar duas vezes". Simultaneamente à convocação dos reservistas, Israel jogou panfletos em uma vasta área do sul libanês para que os moradores evacuassem a região. Porto lotado Em Sidon, capital regional do sul libanês, o pequeno porto marítimo está superlotado com cerca de 28 mil pessoas, aumentando o risco de uma tragédia. Um desabrigado disse a um correspondente da BBC que tinha deixado sua casa em Tiro porque “Israel estava bombardeando tudo”. O prefeito de Sidon disse que as reservas de alimentos e remédios da cidade estão se esgotando rapidamente. A secretária de estado americana, Condoleezza Rice, deve viajar a região nos próximos dias para tentar chegar a uma solução diplomática para a crise. Milhares de estrangeiros seguem deixando o Líbano. Na sexta-feira, a ministra da defesa da França, Michelle Alliot-Marie, confirmou que o governo de seu país colocará em prática um plano para retirar cerca de 400 cidadãos franceses que estão na região. O coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, deve chegar a Beirute neste sábado para avaliar a crise no país. |
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