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Atualizado às: 18 de julho, 2006 - 10h59 GMT (07h59 Brasília)
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Análise: Os motivos do Hezbollah

Hassan Nasrallah
Nasrallah é habilidoso, mas opinião pública libanesa pode se voltar contra ele
Israel prossegue com seus ataques contra alvos no Líbano, em um esforço para enfraquecer o movimento xiita Hezbollah e impedi-lo de usar o sul do país como base.

Na semana passada, militantes do Hezbollah capturaram dois soldados israelenses em uma incursão em território de Israel, detonando um ciclo de ataques retaliatórios que ameaçam desestabilizar a região.

Por que o Hezbollah agiu dessa forma e por que agora? Analistas vêm fazendo essas perguntas desde que o grupo capturou os soldados.

E assim os libaneses, que há tempo sofrem, tiveram que suportar a resposta militar de Israel.

O próprio movimento disse que agiu para conseguir a libertação de prisioneiros árabes, inclusive seus militantes, de prisões israelenses. Mas esta é apenas parte da história.

Motivos

O Hezbollah tem vários motivos para agir agora. O movimento quer fortalecer sua posição na arena política libanesa e, particularmente, livrar-se da pressão para se desarmar, o que é exigido por uma resolução das Nações Unidas, aprovada em 2004.

O movimento quer demonstrar seu apoio aos palestinos e, em especial, ao grupo Hamas, apresentando-se, assim, como defensor da luta contra os israelenses.

O Hezbollah está ainda enviando uma mensagem clara aos Estados Unidos em nome de seus aliados regionais, Síria e Irã: se formos pressionados, causaremos problemas.

Mas, embora seja esperto, o líder do Hezbollah, xeque Hassan Hasrallah, também está fazendo uma grande aposta.

Opinião pública

Primeiro ele precisa calcular o impacto sobre a opinião pública libanesa. Nos últimos dois anos o Líbano se dividiu em duas facções: pró e contra a Síria.

O lado anti-Síria é uma aliança fluida de cristãos, sunitas e druzos.

Entre os aliados mais proeminentes da Síria estão os dois principais grupos xiitas: Hezbollah e Amal.

No curto prazo, muitos libaneses aparentemente descarregam sua raiva em Israel, em vez do Hezbollah. Mas, dependendo de como esta crise se desenrole, isso pode mudar.

Os críticos do Hezbollah, dentro e fora do Líbano, acusam-no de agir com negligência e seguir os objetivos sírios e iranianos em vez de libaneses.

Em segundo lugar, a liderança do Hezbollah precisa calcular o impacto da atual crise sobre seus aliados regionais. No momento, os seus interesses convergem.

Líderes em Damasco e Teerã estão ansiosos para livrar-se da pressão do governo do presidente americano George W. Bush.

Os Estados Unidos encaram o Irã como um membro formal do "eixo do mal", e a Síria, como um membro informal.

Seu discurso desafiador é que os americanos agora precisam levar em conta um novo "eixo do poder" na região, que inclui Síria, Irã, Hamas e Hezbollah.

Mas, e se o conflito se ampliar ainda mais?

Apesar de sua dura retórica, nem a Síria e nem o Irã desejam ser arrastados diretamente para esta confrontação feroz e volátil.

O problema com esse jogo é que um ou outro jogador pode acabar cometendo um erro de cálculo.

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