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Ataque do Hezbollah a Haifa mata oito pessoas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um ataque de dezenas de mísseis do Hezbollah à cidade israelense de Haifa deixou um saldo de pelo menos oito mortos e dezenas de feridos. Este é o ataque mais letal do grupo radical libanês desde que começaram os confrontos com Israel há cinco dias. Um oficial do Exército israelense disse à BBC que moradores da região sul de Beirute tinham sido alertados que a região será fortemente atacada. Todos os mortos eram trabalhadores de uma garagem da rede ferroviária israelense, onde as composições recebiam manutenção. Como conseqüência, a rede ferroviária cancelou todas as viagens de trens para o norte do país, com o sistema funcionando somente até a cidade de Binyamina, que fica ao sul de Haifa. A situação ficou mais tensa depois que o governo da Síria anunciou que responderá, caso seja atacada por Israel, causando "perdas inimagináveis". Alerta O Comando de Retaguarda de Israel colocou todo o norte do país – uma região de cerca de um milhão de pessoas - em estado de alerta e disse que os ataques dos mísseis podem chegar à Tel Aviv. Israel terá um sistema de alarmes em caso de ataques. É a primeira vez, desde a Guerra do Golfo (em 1991) que este sistema é usado nas grandes cidades israelenses. Segundo as últimas informações, no caso de mísseis serem lançados em direção a Tel Aviv, as sirenes soarão por um minuto antes da queda, dando a população um minuto para procurar um abrigo em espaços protegidos. O ataque a Haifa é ainda mais relevante pela distância da cidade em relação à fronteira (cerca de 30km) A cidade de Haifa entrou em pânico durante os ataques, com os motoristas abandonando os carros nas ruas e fugindo a pé. As autoridades estão pedindo aos donos dos veículos que voltem para tirá-los das ruas para permitir o acesso dos serviços de emergência. O Hezbollah anunciou que o ataque a Haifa é uma represália aos ataques que aconteceram no sul de Beirute na madrugada deste domingo, quando o prédio da emissora de TV do grupo foi completamente destruído. A emissora, contudo, segue transmitindo. Neste domingo, o conflito entre Israel e o Hezbollah chegou ao seu quinto dia, logo depois que as Nações Unidas fracassaram em chegar a um acordo pedindo o cessar fogo na região. O representante do Líbano na reunião afirmou que o governo libanês estava “muito desapontado” com o desfecho do encontro e que isso mandaria “um sinal errado, não só para o Líbano, mas também para o mundo árabe”. Fuga O correspondente da BBC em Beirute, Ian Pannell, afirma que o número de moradores e estrangeiros tentando deixar a capital libanesa está aumentando sem parar, mas com Israel atacando as regiões fronteiriças e as rodovias do país, isto está cada vez mais difícil. Ainda segundo Pannell, caminhões do corpo de bombeiros foram para as ruas em emergência para apagar o fogo numa importante central elétrica da cidade, mas ficaram sem água e apelos foram feitos pela TV para a população prestar assistência. Apelo O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, criticou Israel por ter atacado o seu país e pediu um cessar-fogo imediato e a intervenção da Organização das Nações Unidas, em um pronunciamento em cadeia nacional neste sábado. Siniora condenou o que classificou de "guerra injusta e ilegal", referindo-se à ofensiva lançada por Israel contra o Líbano que já deixou mais de 90 mortos desde quarta-feira. Com a voz embargada, o primeiro-ministro afirmou que o Líbano está sendo destruído, mas que os libaneses vão se manter firmes e reconstrui-lo. O pronunciamento foi transmitido na televisão ao cabo de um dia de intensos bombardeios israelenses em vários pontos do país. |
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