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Atualizado às: 12 de julho, 2006 - 14h27 GMT (11h27 Brasília)
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Análise: Crise se agrava com capturas do Hezbollah

Manifestantes do Hamas com cartazes do Hezbollah
O Hamas tem o Hezbollah como um modelo a ser seguido.
A ação do grupo xiita libanês Hezbollah, que prendeu mais dois soldados israelenses, promete aumentar a crise no Oriente Médio.

A situação se deteriora progressivamente desde que o grupo palestino Hamas capturou o soldado Gilad Shalit em 25 de junho.

Mesmo para os padrões do Oriente Médio, a seqüência de incidentes das duas últimas semanas é extraordinária.

A manutenção de Shalit em cativeiro por parte do Hamas levou Israel e os palestinos a um braço-de-ferro.

O premiê israelense, Ehud Olmert, aumentou a pressão sobre a população que vive nos territórios palestinos, que já enfrenta dificuldades sérias desde a eleição do governo liderado pelo Hamas em janeiro.

Olmert determinou a invasão da Faixa de Gaza, a detenção de parlamentares e ministros palestinos e alertou que, se Shalit for ferido, haverá retaliações.

Pressão

Os ataques feitos por Israel desde o início da ofensiva já mataram pelo menos 50 palestinos.

Contudo, para a frustração de Olmert, a pressão psicológica feita pelos ataques militares não tem surtido efeito.

Tentativas de libertação de Gilad Shalit com a mediação do Egito e de outros diplomatas fracassaram e palestinos continuam disparando foguetes contra o território israelense.

A entrada do Hezbollah no cenário só deixou a situação ainda mais dramática.

Tanques israelenses atacam o Líbano.
Israel deve aumentar a pressão sobre a Síria e o Líbano.

A captura de dois outros soldados israelenses num ataque próximo à fronteira é um gesto de solidariedade ao Hamas e visa aumentar a pressão em Olmert, que não tem a dureza e o histórico militar que tinha seu antecessor, Ariel Sharon.

A gestão da atual crise é um teste para a liderança de Olmert e influenciará fortemente nos seus planos de retirada de partes da Cisjordânia, que estavam previstos para ser concluídos em 2010.

Retirada israelense

O Hezbollah faz o papel de um “irmão mais velho” para o Hamas.

O Hamas tem o Hezbollah como um modelo, ainda que o grupo libanês seja xiita e o palestino seja sunita.

A decisão israelense de se retirar do sul do Líbano em 2000 foi motivada, ao menos em parte, pelas operações militares do Hezbollah, que viu sua importância crescer depois disso.

Alguns palestinos acham – erradamente, segundo muitos analistas – que a única maneira de libertar territórios ocupados por Israel é através da força.

O Hezbollah foi um dos primeiros a adotar a prática de capturar soldados e civis israelenses para posteriores barganhas.

Dois anos atrás, o grupo libertou um empresário israelense em troca de 400 prisioneiros libaneses e palestinos, juntamente com uma controversa troca de corpos de combatentes libaneses e israelenses.

Para deixar o panorama ainda mais complexo, o Hezbollah tem o apoio da Síria e do Irã.

Segundo autoridades israelenses e americanas, a Síria teve participação na captura de Gilad Shalit e tem influência nas tomadas de decisão do Hamas.

A pressão sobre Síria e Líbano deve se intensificar.

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Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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