|
Em 24 anos, Hezbollah virou influência regional | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Hezbollah – "Partido de Deus" – é uma força política e militar formada por muçulmanos xiitas, a comunidade mais numerosa no Líbano. A organização nasceu em 1982, com apoio financeiro e logístico do Irã e com o objetivo de expulsar as tropas israelenses que haviam invadido o sul do Líbano. Seu contingente chegava a quase 2 mil homens, a maioria da Guarda Revolucionária Iraniana, que haviam sido enviados ao Vale de Bekaa, no Líbano, para responder a Israel. Esse objetivo inicial foi alcançado em 2000, graças, sobretudo, às ações do braço armado do grupo, a Resistência Islâmica. Desde então, o Hezbollah sofre pressão para se integrar às Forças Armadas libanesas e se dedicar unicamente às suas ações políticas e sociais, menos conhecidas do mundo ocidental. No Líbano, onde conta inclusive com importante presença parlamentar, o Hezbollah é muito respeitado. Sua reputação se deve aos serviços sociais e de saúde prestados à população. O grupo também tem um canal de televisão influente, o Al-Manar. Apesar disso, o Hezbollah se recusa a abrir mão do seu braço armado, apesar da resolução 1559 da Organização das Nações Unidas, de 2004. Nela, a ONU pedia o desarmamento das milícias e a retirada de todas as forças estrangeiras (como cerca de 14 mil sírios) do Líbano. Força regional
Capitalizando ganhos políticos e militares, o Hezbollah não se diz apenas uma força de resistência no Líbano, mas em toda a região. Apesar de ter abandonado a concepção do Líbano como um Estado islâmico ao estilo iraniano, o partido continua professando a destruição de Israel. A Resistência Islâmica continua ativa na tríplice fronteira com a Síria, especialmente perto da região de Sheeba, nas Colinas de Golã. Desde 1967, Israel ocupa o lado sírio das colinas, o que na versão israelense e das Nações Unidas incluiria a área de Sheeba. Contando com apoio político doméstico, o Hezbollah afirma que a região de Sheeba é uma área libanesa sob ocupação estrangeira. A visão de Israel como um inimigo comum tradicionalmente levou o Hezbollah a defender interesses sírios contra o estado judeu. O governo de Damasco sempre foi um dos pilares de apoio do partido libanês.
Mas o balanço de forças foi alterado no ano passado, quando suspeitas de que a Síria estava por trás do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, em fevereiro de 2005, arranharam a imagem de Damasco e geraram protestos em massa no Líbano. Desde então, o Hezbollah se tornou a principal força política libanesa a partir de uma perspectiva própria, recebendo inclusive uma cadeira no Executivo libanês. Para alguns analistas, o Hezbollah adotou uma posição mais cautelosa em relação à Síria. Além disso, o movimento passou a sublinhar a unidade libanesa contra a “presença ocidental” no país. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Bombardeios de Israel matam 35 civis no Líbano13 de julho, 2006 | Notícias Israel tem direito de se defender, diz George W. Bush13 de julho, 2006 | Notícias 'Só sanções podem parar ofensiva no Líbano', diz The Guardian13 julho, 2006 | BBC Report Ataque israelense matou quatro brasileiros13 julho, 2006 | BBC Report EUA: 'Tríplice Fronteira financia Hamas e Hezbollah'28 de abril, 2006 | Notícias Protestos em série prenunciam era pós-Síria no Líbano14 março, 2005 | BBC Report EUA pressionam Europa para classificar Hezbollah de terrorista, diz NYT17 fevereiro, 2005 | BBC Report | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||