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Atualizado às: 13 de julho, 2006 - 11h42 GMT (08h42 Brasília)
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Bombardeios de Israel matam 35 civis no Líbano
Área destruída em ataque
Incursão no sul do Líbano é a primeira desde 2000
Bombardeios israelenses no sul do Líbano mataram pelo menos 35 pessoas, entre elas dez crianças, desde a noite de quarta-feira.

Nesta quinta-feira, Israel impôs um bloqueio naval e aéreo no Líbano, enviando navios de guerra a águas libanesas e disparando três mísseis contra o único aeroporto internacional do país, forçando o seu fechamento. Os vôos tiveram de ser desviados para o Chipre.

Em outro ataque, foi atingido o prédio do canal de televisão Al-Manar, dirigido pelo grupo militante Hezbollah, num subúrbio ao sul da capital libanesa.

O confronto na região, o pior desde 1996, começou depois que militantes do Hezbollah capturaram dois soldados israelenses na fronteira, na quarta-feira. Eles exigem a libertação de prisioneiros em poder de Israel.

O braço político do Hezbollah é uma força significativa no Líbano e tem um ministro no governo.

Confrontos na fronteira

Nos combates após a captura dos soldados, as forças de Israel sofreram as piores perdas dos últimos anos na fronteira libanesa.

Ao todo, oito soldados israelenses morreram e dois ficaram feridos.

Três deles foram mortos em uma operação do Hezbollah que atravessou a fronteira e outros quatro morreram quando um tanque explodiu na ofensiva subseqüente, a primeira realizada por Israel desde 2000. O oitavo soldado morreu em uma batalha seguinte.

O ataque contra o aeroporto, que fica nos subúrbios controlados pelo grupo militante Hezbollah, foi confirmado pelo Exército israelense, que alega que o local "era utilizado para a transferência de armas e suprimentos para a organização terrorista Hezbollah."

Israel já havia lançado ataques contra pontes e estradas no sul do Líbano na noite de quarta-feira.

O Exército israelense disse que os ataques têm o objetivo de impedir que o Hezbollah mude os soldados capturados de lugar.

A ofensiva foi realizada depois que uma sessão de emergência do gabinete israelense endossou uma resposta firme contra os militantes.

O Hezbollah respondeu disparando foguetes contra a cidade de Nahariya, no norte de Israel, na manhã desta quinta-feira.

Autoridades médicas afirmaram que uma israelense de 40 anos morreu depois que sua casa foi atingida no ataque e várias pessoas ficaram feridas.

Os moradores do norte de Israel estariam abandonando suas casas ou se dirigindo a abrigos subterrâneos para se proteger dos ataques do Hezbollah.

'Sonhando'

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou que considera o governo libanês responsável pela captura dos soldados, mas o primeiro-ministro do Líbano, Fuad Siniora, negou ter conhecimento das operações do Hezbollah e se recusou a assumir qualquer responsabilidade.

O líder do Hezbollah, Hussein Nasrallah, disse que os dois soldados israelenses capturados continuarão em seu poder até que Israel concorde em libertar prisioneiros libaneses.

Nasrallah afirmou que os militares estão "em um canto distante do Líbano", mas que sua liberdade está condicionada à disposição israelense de negociar.

Ele acrescentou que o Hezbollah está pronto para um confronto, se Israel optar por uma escalada da violência.

Hussein Nasrallah disse que "se os israelenses estão pensando em levar adiante uma operação militar para recuperar (os soldados), estão sonhando".

"Os prisioneiros em nosso poder só retornarão a Israel através de negociações indiretas, intercâmbio de prisioneiros e paz."

"Não queremos a escalada (da violência), não queremos levar a região para uma guerra. Entretanto, se o inimigo Israel quer a escalada, estamos preparados para o confronto", declarou Nasrallah.

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