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Atualizado às: 11 de julho, 2006 - 04h42 GMT (01h42 Brasília)
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Israel nega ter usado força excessiva em Gaza
Palestino ferido durante ação israelense
Ataques israelenses continuaram durante a noite
O governo de Israel negou nesta segunda-feira que tenha feito uso desproporcional de força em sua ofensiva na Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que não há outra forma de impedir "o medo, os choques e a falta de segurança" dos cidadãos israelenses que enfrentam diariamente ataques com foguetes lançados de Gaza.

Sete palestinos foram mortos nos últimos ataques aéreos. Pelo menos 42 palestinos e um israelense morreram em ataques que começaram depois que milícias palestinas capturaram o soldado de Israel Gilad Shalit.

"Eu acredito que quando os ataques com foguetes Qassam pararem e as ações terroristas contra civis inocentes terminarem, não haverá necessidade de nenhuma ação de Israel em Gaza", disse Olmert a jornalistas em Jerusalém.

No domingo, ele disse aos seus ministros que a ação em Gaza não era uma reocupação, mas que duraria o tempo necessário para libertar o soldado israelense Gilad Shalit, capturado no dia 25 de junho, e interromper os ataques palestinos.

Olmert também respondeu a críticas da União Européia, que havia condenado "a perda de vidas causada pelo uso desproporcional de força pelo Exército de Israel".

"Quando foi a última vez que a União Européia condenou os ataques (palestinos) e sugeriu medidas efetivas para interrompê-los? Estamos esperando, esperando e esperando", disse o primeiro-ministro de Israel.

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, também exigiu o fim do uso de "forças desproporcionais" por parte de Israel, que estaria "contrariando o direito humanitário".

Prisioneiro de guerra

Um dos líderes da milícia palestina, que está exilado, disse que o soldado é prisioneiro de guerra e deve ser trocado por presos palestinos.

"Nós defendemos uma resolução pacífica e silenciosa. A solução é simples: uma troca, mas Israel não aceita isso", afirmou Khaled Meshaal, líder político do Hamas, em uma entrevista coletiva.

"Eles falam em apenas um soldado, nós temos 10 mil detidos (em prisões israelenses), incluindo 400 crianças e 120 mulheres... por isso queremos a troca de prisioneiros", acrescentou Meshaal.

Foi a primeira aparição pública de Meshaal desde a captura de Shalit. Autoridades israelenses acusam o líder político do Hamas de ser o mentor da captura e ameaçaram assassiná-lo.

Surgiram informações conflitantes a respeito das mortes de três adolescentes em um dos últimos ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza.

Fontes palestinas afirmam que os três foram mortos nos arredores da cidade de Beit Hanoun e eram inocentes. Mas os israelenses afirmam que os três eram militantes que tinham lançado um foguete contra Israel.

Mais cedo duas pessoas, os dois militantes, morreram em um ataque contra um carro. Um homem não identificado foi morto em outro ataque contra um carro em Shejaya, na cidade de Gaza.

Outro homem não-identificado morreu em outro ataque a um carro, na região de Shejaya, em Gaza.

Nesta segunda-feira, morreu um bebê de 15 meses de idade, que havia sido ferido em um ataque aéreo de Israel em Khan Younis, no dia 21 de junho.

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Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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