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'Só sanções podem parar ofensiva no Líbano', diz The Guardian | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico The Guardian, publica nesta quinta-feira o artigo “Só sanções podem parar esta campanha brutal”, emque pede à comunidade internacional que intervenha para encerrar a campanha israelense no Líbano. “É hora de ajudar os palestinos a não só sobreviver aos parâmetros da política israelense, mas a salvá-los do plano brutal de Israel, para salvar Israel de si mesmo e para salvar o mundo dos terríveis efeitos do rancor e da raiva que será a resposta da angústia de milhões de palestinos”. O diário espanhol Gaceta de los Negocios traçou paralelos entre a recente ofensiva israelense no Líbano com a invasão de 1982. “Bombardeios sobre infra-estruturas libanesas, concentração de tanques na fronteira, alistamento de reservistas. Tudo parece indicar que Israel se prepara para uma ofensiva em grande escala no Líbano”, afirma o jornal na edição desta quinta-feira. “Em 1982, três divisões de blindados entraram na mesma região do Líbano, para dar fim à ‘Fatahland’”, diz o texto, referindo-se à presença de líderes da Organização para a Libertação da Palestina. Depois das manobras de 1982, o último soldado israelense no Líbano só deixaria o país 18 anos depois. Já o americano Newsday alerta para o receio de que a guerra aberta se espalhe pelo Oriente Médio. “Alguns analistas não acreditam que Israel possa combater o Hezbollah e os palestinos ao mesmo tempo”, afirma a publicação, que lembra que o líder do Hezbollah disse que o grupo responderá com “surpresas que o inimigo não espera”. Irã A crise do Oriente Médio envolve também o Irã. Além da recente polêmica envolvendo o braço-de-ferro de Teerã com os Estados Unidos sobre a posse de armas nucleares, também a tensão entre Israel e Líbano causa conseqüências para o país. O jornal italiano La Repubblica, de Roma, sublinha a acusação do presidente americano George W. Bush que aponta Irã e Síria como “responsáveis” pelo ataque do Hezbollah a Israel e de que Washington não deve ficar só observando o desenrolar da situação. “Os Estados Unidos não podem aceitar que outro fronte de guerra seja aberto contra Israel exatamente quando o governo de Jerusalém está às voltas com uma situação dramática na Faixa de Gaza e nos Territórios Palestinos. Bush fez questão de deixar claro quem ele entende que está por trás das ações do Hezbollah: Síria e Irã”. Outro jornal italiano, o Corriere della Sera, de Milão, fala das “sombras que pairam sobre Irã e Síria” na violência no Líbano. “Vinte e quatro anos atrás, a Itália conquistava seu terceiro mundial de futebol e os soldados de Ariel Sharon ocupavam o Líbano para neutralizar os soldados de Yasser Arafat”, afirma o texto. “O Irã é preocupado com os destinos dos diálogos sobre o armamento nuclear, é prisioneiro das manifestações anti-israelense do seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad e teme represálias internacionais. Mas ao lado dos aiatolás, também está a Síria, que considera o Líbano um protetorado”. Zidane A entrevista do jogador francês Zinedine Zidane também chamou a atenção da imprensa mundial. O pedido de desculpas do jogador recebeu diferentes respostas. Na França, o Libération defendeu o craque com o artigo “Viva você, Zidane”, onde a articulista pergunta: “Alguém se indignou com a novidade tática que é a ofensa racial? Viva você, Zidane, que colocou a dignidade de um povo ou mesmo de um só homem, mais alto do que uma copa do mundo”. Já o irlandês Irish Times alega que as explicações do francês foram “pouco convincentes”. “O que é certo é que a expulsão de Zidane deixou o país chocado”, escreve o artigo, citando as palavras do editor da revista France Football, Gerard Ernault, que disse que o país “não teve só uma tragédia, mas duas”, no triste fim carreira do maior jogador de futebol francês. Um outro artigo, publicado no espanhol ABC, também defende o jogador. Em “Pela Honra de Zinedine Zidane”, o opinionista Dário Valcárcel argumenta que o “vencedor da Copa não foi a equipe de Michelangelo nem de Silvio Berlusconi”, afirma. “Zidane foi escolhido o melhor jogador do Mundial. Da final, ficou o gol de pênalti da França, a defesa de Buffon na cabeçada de Zidane, os prodigiosos passes de Thierry Henry. A França perdeu a chance de receber o título com dignidade Um racista italiano caía no chão. Foi a última cabeçada magistral de Zidane”. Índia O atentado de Mumbai também continuou merecendo a atenção da imprensa nesta quinta-feira. O Wall Street Journal Asia fala da resistência e determinação que a Índia demonstrou depois das explosões nos trens. “A lição chave do episódio é que mesmo se mercados caem e a temperatura sobe, a vida tem de continuar”, diz o texto. |
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