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Israel 'aceitaria' uma força de paz no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Israel afirmou que está preparado para aceitar uma força de paz européia no sul do Líbano se esta força for forte e tiver permissão para comandar. O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert fez o anúncio depois que seu governo se reuniu com enviados de três governos Europeus. Olmert também pediu pela aplicação da Resolução 1559 da ONU, que pede o desarmamento de todas as milícias no Líbano. Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Crispin Thorold, Olmert fez a declaração antes da chegada da secretária de estado americana, Condoleezza Rice, que deve chegar nesta segunda-feira para reuniões com líderes palestinos e israelenses. Antes de embarcar em Washington, Rice disse que é preciso estabelecer o cessar-fogo com "urgência" mas também é vital que um acordo neste sentido seja duradouro. "É muito importante estabelecer condições para que o cessar-fogo possa ocorrer. É importante também ter condições para que o cessar-fogo seja sustentável", disse. Ataques Ataques aéreos israelenses mataram pelo menos oito pessoas no Líbano no domingo. Ataques com foguetes contra Israel, realizados pelo grupo militante libanês Hezbollah, mataram duas pessoas. Um observador militar italiano da ONU foi ferido durante confrontos entre soldados israelenses e militantes do Hezbollah no sul do Líbano. Pelo menos 362 libaneses, muitos deles civis, e 37 israelenses - cerca de metade civis - foram mortos desde o início da ofensiva há 13 dias. A crise foi desencadeada pela captura de dois soldados israelenses no dia 12 de julho por militantes do Hezbollah. Os militantes exigem a troca de prisioneiros com Israel. Os israelenses se retiraram do sul do Líbano em 2000. Otan O governo de Israel afirma que a força de paz que seria aceita tomaria o lugar da Unifil, a fraca força da ONU no sul do Líbano, segundo o correspondente da BBC. Esta poderia ser uma força da Otan ou da União Européia e o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert insistiu que esta força teria que ter experiência em combate. Olmert afirmou que estes soldados deveriam controlar postos de fronteira entre a Síria e Líbano e também dar apoio ao Exército do Líbano. Fontes políticas afirmaram à BBC que o governo de Israel não acredita que sua operação militar vai completar a tarefa de desarmar o Hezbollah e acredita que precisa de outra semana ou dez dias para operar. A Arábia Saudita pediu que o governo americano pressionasse por um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. 'Leis humanitárias' Os bombardeios israelenses ao Líbano são "uma violação das leis humanitárias", disse no domingo o coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland. "É um uso excessivo de força em uma área com muitos civis", disse. O enviado da ONU, que chegou no sábado à região do conflito, visitou o sul da capital libanesa, Beirute, área que Israel vem bombardeando pesadamente sob alegação de que ali funcionam instalações do Hezbollah. Egeland chegou duas horas depois de outro ataque aéreo de Israel contra Beirute. Israelenses também atingiram a cidade portuária de Sidon, pela primeira vez. A cidade está lotada de refugiados. Egeland disse que quarteirões inteiros de Beirute foram destruídos pelos bombardeios. O coordenador da ONU vem pedindo a Israel que abra um corredor de ajuda humanitária para que sua equipe possa ajudar as vítimas, a maioria civil, dos bombardeios. |
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