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Atualizado às: 25 de julho, 2006 - 10h37 GMT (07h37 Brasília)
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Condoleezza Rice se reúne com premiê israelense
Ehud Olmert (esquerda) e Condoleezza Rice
Não havia indícios de tensão antes do encontro desta terça-feira
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, se reuniu nesta terça-feira com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, em Jerusalém para tentar encontrar uma saída para o conflito no Líbano e no Oriente Médio.

Acredita-se que ambos estejam discutindo um plano para um cessar-fogo de longo prazo, que Rice espera ser "baseado em princípios e não em soluções temporárias".

"As pessoas desta região, israelenses, libaneses e palestinos, estão há muito tempo vivendo sob o medo, o terror e a violência", disse ela antes do encontro.

"Uma solução durável será aquela que fortalecer as forças de paz e democracia nesta região. É hora de um novo Oriente Médio, hora de dizer para aqueles que não querem um Oriente Médio diferente que eles não vão prevalecer."

O correspondente da BBC em Jerusalém, Jonathan Beale, diz que não há indícios de que ela vá pedir que Israel cesse seus ataques.

Mortos

Israel deu sinais de que poderia aceitar a presença de uma força internacional de paz fortalecida no sul do Líbano.

Mas, segundo Beale, há fortes dúvidas em Israel sobre a disposição dessa força em impor sua autoridade sobre o Hezbollah.

O editor para Assuntos Internacionais da BBC, John Simpson, diz acreditar que Rice está dizendo a Olmert que os EUA vão permitir que Israel continue suas operações por mais tempo.

Antes do encontro com Rice, Olmert, disse que Israel não estava em guerra com o povo libanês, mas sim com o Hezbollah e que o país tomaria "as medidas mais duras" contra a organização.

Durante a noite, uma família de sete pessoas foi morta na cidade de Nabatiyeh quando um míssel israelense atingiu sua casa.

Cerca de 380 libaneses e 40 israelenses já morreram em 14 dias de conflito.

Ajuda

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo por US$ 150 milhões para fornecer ajuda humanitária ao Líbano, e os Estados Unidos anunciaram seu próprio pacote de auxílio para a população civil no valor de US$ 30 milhões.

O coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, disse em Beirute que o dinheiro é necessário para alimentar e abrigar cerca de 800 mil civis afetados pelo conflito.

Segundo Egeland, os recursos deverão auxiliar desabrigados por três meses.

Cerca de US$ 24 milhões foram pedidos pela ONU para a Unicef, o fundo para a infância, para ajudar crianças desabrigadas no Líbano ou que fugiram para a Síria.

Egeland disse que pediu aos israelenses salvo conduto para que navios com finalidade de ajuda humanitária entrem no porto de Trípoli no norte e no porto de Tyre, no sul do Líbano.

O presidente americano George W. Bush ordenou na segunda-feira que helicópteros e navios sigam para o Líbano para levar suprimentos.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que o auxílio deverá começar a chegar ao país na terça-feira.

"É uma iniciativa formulada num reconhecimento de que homens, mulheres e crianças inocentes estão sendo feridos", disse ele. "Isto é uma coisa horrível."

Segundo Snow, os Estados Unidos também estão trabalhando com representantes israelenses e libaneses para abrir corredores humanitários no Líbano.

A União Européia já prometeu US$ 12,6 milhões em ajuda.

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