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Atualizado às: 06 de agosto, 2006 - 18h30 GMT (15h30 Brasília)
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Ataques retardam enterro de brasileiro do Hezbollah

Líbano
Criança libanesa em carro exibindo a bandeira do Hezbollah
A família de militante brasileiro do Hezbollah, Ibrahim Saleh, ainda não teve acesso ao corpo dele, e nem tem idéia de quando será feito um enterro.

Pelas informações da família, Saleh, que tinha 17 anos de idade, morreu quando combatia nas fileiras da milícia xiita.

A tia dele, Zeina Kourani, diz que o grupo comunicou a morte à família na última terça-feira, mas eles ainda não têm nenhum detalhe adicional, nem mesmo a data ou as circunstâncias exatas da morte.

“O corpo dele está no hospital público de Tiro, na geladeira, com mais de cem corpos (de gente que morreu nas cidades ou em combates). Não há nem como ver o corpo dele ainda”, disse.

Segundo ela, só quando terminado o conflito os corpos serão liberados para a família, que poderá então realizar os sepultamentos.

Perigo

Ela disse que a família não foi até o hospital, porque está muito perigoso viajar pelas estradas do sul do Líbano.

“É arriscado demais viajar com estes bombardeios. Só depois da guerra é que vamos poder fazer alguma coisa”, diz ela.

Zeina conta que a família continua a receber mensagens de apoio e admiração – tanto de gente no Líbano, quanto da comunidade libanesa no Brasil – por um deles ter morrido como “mártir” defendendo o Líbano.

Ela explica que a família apoiou a decisão de Ibrahim de ir combater com o Hezbollah.

“Ele disse que sabia que estava indo fazer uma coisa muito importante, e que sabia que ia demorar para voltar, ou mesmo não voltar”, contou Zeina.

“Nenhum desses jovens vai lutar fugindo, sem a família ficar sabendo.”

Segundo ela, Ibrahim Saleh tem ainda outro irmão de 23 anos, que continua no combate ao lado do Hizbollah.

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