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Entre críticas, Rice reforça apoio a resolução da ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária americana de Estado, Condolezza Rice, manifestou neste domingo seu apoio à proposta de resolução para o conflito no Líbano, cujo conteúdo está em discussão no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto, que foi criticado por libaneses, sírios e pelo Hezbollah, poderia pôr um fim na violência, defendeu a secretária. Para ela, a resolução é "o primeiro passo, não o único passo". Mas a representante americana advertiu que as hostilidades podem não cessar imediatamente. O texto, que havia desagradado as autoridades libanesas, recebeu neste domingo críticas também por parte da Síria, país acusado de ajudar logística e financeiramente o Hezbollah. O ministro do Exterior sírio disse que a proposta de resolução é uma "receita" para que o conflito continue. Walid al-Mouallem classificou a proposta como "tendencioso" e pró-Israel. O rascunho foi mal recebido também no Líbano pelo porta-voz parlamentar xiita Nabih Berri, que faz o papel de canal de comunicação com o Hezbollah. Segundo o líder xiita, o documento ignorou os pedidos do governo libanês por um cessar-fogo e por uma retirada das tropas israelenses do sul do país. O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, disse que a proposta “não é adequada”. O Líbano não é atualmente membro do Conselho de Segurança, mas os Estados Unidos disseram que o governo do país tem sido consultado sobre as negociações na ONU. O enviado libanês na ONU, Nouhad Mahmoud, também criticou a proposta. “Gostaríamos de ver nossas preocupações mais refletidas no texto”, disse. Proposta A proposta, acertada após vários dias de discussões entre a França e os Estados Unidos, pede “a completa interrupção das hostilidades baseada, em particular, na interrupção imediata, pelo Hezbollah, de todos os ataques e da imediata interrupção por Israel de todas as operações de ofensiva militar”. O texto não fala em “interrupção imediata das hostilidades”, como a França queria, nem uma exigência explícita do retorno dos soldados israelenses capturados, como preferiam os americanos. Um porta-voz da Casa Branca disse que o presidente George W. Bush estava contente com a proposta de resolução, mas “não tem ilusões” sobre o trabalho necessário para implementá-la. Uma segunda resolução seria necessária para autorizar uma força internacional de paz para o sul do Líbano. Na última semana, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que o Exército israelense somente deixaria o sul do Líbano após a chegada da força internacional. Diplomatas na ONU esperam que a proposta possa ser votada entre a segunda e a terça-feira. Há poucos sinais de que a violência poderia ser reduzida até lá. Neste domingo, o Hezbollah lançou um ataque a mísseis que faz matou o maior número de israelenses até agora- Nas primeiras horas do dia, um ataque aéreo israelense no vilarejo de Ansar, no sul do Líbano, teria provocado a morte de cinco civis, segundo fontes libanesas. |
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