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Olmert quer força multinacional de 15 mil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que cerca de 15 mil soldados serão necessários para formar uma força de paz multinacional no sul do Líbano. O envio de tropas começa a ser discutido nesta quinta-feira na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Em entrevista publicada em dois jornais britânicos nesta quinta-feira, Olmert afirmou que o envio de soldados deve ocorrer simultaneamente à retirada israelense de território libanês, para que o Hezbollah não possa se instalar novamente junto à fronteira norte de Israel. O primeiro-ministro israelense afirmou que a força deve ter unidades de combate adequadas, capazes de implementar resoluções da ONU. "Ela tem que ser composta por soldados de verdade, e não por aposentados que vêm passar alguns meses de lazer no sul do Líbano. Um Exército com unidades de combate'", disse Olmert ao Financial Times. O jornal observa que a força internacional proposta teria apenas 2 mil soldados a menos do que a força na República Democrática do Congo, a maior já enviada pela ONU. Mas o líder israelense sublinhou que seu país vai responder a qualquer agressão do Hezbollah, mesmo depois que a força internacional for enviada para a região. Apesar da intensificação da violência na quarta-feira, o primeiro-ministro israelense se mostrou confiante de que os combates possam parar em poucos dias. "Eu não acho que vá levar semanas", disse ele ao The Times. "Eu acho que a resolução vai ser aprovada em algum momento na semana que vem pelo Conselho de Segurança da ONU e então dependerá da rapidez do envio da força internacional ao sul do Líbano". Diplomacia O envio de tropas internacionais ao sul do Líbano começa ser discutido nesta quinta pelos quinze membros do Conselho de Segurança da ONU. Um primeiro rascunho deve ser apresentado ainda nesta quinta-feira por França, Reino Unido e Estados Unidos. Mas o correspondente da BBC em Nova York, James Robbins, diz que a proposta - primeira parte de um plano de duas etapas - poderia se ressentir de peso político para forçar um cessar-fogo. Uma suspensão de hostilidades requeriria o consentimento tanto de Israel quanto do Hezbollah, dois lados que desconfiam profundamente um do outro. Além disso, o passado já mostrou as falhas de um esquema em que o policiamento seja feito pelo Exército libanês, com monitoramento mínimo da ONU. Para o correspondente, o envio de uma força internacional de peso pela ONU requeriria um esforço diplomático mais complexo, que poderia se estender por semanas. Ataques Na quarta-feira, combatentes do Hezbollah lançaram mais de 230 foquetes a partir do Líbano. Foi o dia de ataques mais intensos desde que o conflito começou, há cerca de três semanas, de acordo com autoridades israelenses. Uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas quando alguns mísseis atingiram uma área 70 quilômetros dentro do território israelense - a maior distância já percorrida até agora por um míssil do Hezbollah. Israel, por sua vez, voltou a bombardear a capital libanesa, Beirute, nas primeiras horas desta quinta-feira, atingindo o bairro de Dahieh, no sul da cidade, ocupado por muçulmanos xiitas. Pelo menos três explosões foram registradas em uma área bastante bombardeada no início da ofensiva israelense, nos primeiros ataques à capital em quase uma semana. Durante a madrugada, Israel lançou 70 ataques ao país. |
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