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Atualizado às: 01 de agosto, 2006 - 10h37 GMT (07h37 Brasília)
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Israel intensifica ataques terrestres no Líbano
Tanque israelense dispara no Líbano
Combates entre Israel e Hezbollah continuaram depois do cessar-fogo
Forças israelenses estão aumentando a ofensiva terrestre no Líbano. A ação segue a orientação do gabinete de Israel, que anunciou que vai intensificar os ataques contra o grupo radical xiita Hezbollah.

Combates intensos continuaram nesta madrugada no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo de 48 horas em vigor desde domingo.

Israel atingiu uma estrada que liga o Líbano à Síria, no vale de Bekaa, e bases de lançamento de mísseis do Hezbollah. A estrada seria usada para contrabando de armas.

Um porta-voz do exército israelense disse que 20 militantes do Hezbollah foram mortos nas vilas de Taibe, Adayseh e Rob Thalantheen.

Já o Hezbollah afirma que houve combates violentos perto de Kfar Kila e Aita al-Shaab, onde três soldados de Israel teriam sido mortos.

No Irã, o aiatolá Ahmad Jannati pediu que todos os países muçulmanos enviem armas para que o Hezbollah enfrente Israel.

Objetivo

O ministro da Infra-estrutura israelense, Binyamin Ben-Eliezer, disse que o Exército precisa de mais dez a quatorze dias para retirar o Hezbollah da fronteira.

O objetivo, segundo ele, é expulsar o Hezbollah das áreas onde a força internacional deve atuar.

Rádios israelenses dizem que as tropas estão avançando em direção ao rio Litani, que fica 30 quilômetros ao norte da fronteira entre o Líbano e Israel.

 Nunca dissemos que interromperíamos nossa operação contra o Hezbollah. Nós dissemos que enquanto se investiga o que aconteceu exatamente em Qana, estaríamos limitando nossas operações aéreas
Mark Regev, porta-voz do ministério de Relações Exteriores de Israel

Outras fontes disseram que a meta é criar uma zona livre do Hezbollah de seis quilômetros a partir da fronteira.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que os ataques não vão acabar até que a ameaça do Hezbollah termine.

O cessar-fogo de 48 horas foi anunciado depois do ataque de domingo de Israel na cidade de Qana, matando pelo menos 54 civis.

O governo israelense disse, no entanto, que se reserva o direito de atacar alvos em que o Hezbollah possa estar lançando mísseis.

Em entrevista à BBC, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Mark Regev, disse que o governo está cumprindo a promessa de atacar apenas alvos que oferecem ameaça aos civis israelenses.

"Paramos de atacar alvos onde houvesse perigo para a infra-estrutura, onde houvesse risco de civis serem atingidos sem necessidade", disse Regev.

"Nunca dissemos que interromperíamos nossa operação contra o Hezbollah. Nós dissemos que enquanto se investiga o que aconteceu exatamente em Qana, estaríamos limitando nossas operações aéreas."

Já o ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, disse que o Exército iria atacar qualquer veículo que estivesse levando armas para o Líbano, mas afirmou que não quer uma guerra com a Síria.

Ajuda humanitária

Peretz classificou o cessar-fogo parcial de "gesto humanitário", que também teria sido implementado para que civis deixassem zonas de combate e suprimentos pudessem entrar no Líbano.

Mas as Nações Unidas afirmaram nesta terça-feira que o cessar-fogo não melhorou o acesso de agências de ajuda humanitária ao sul do Líbano.

As agências informam que ainda estão precisando de um aviso prévio de três dias ao Exército de Israel para ter escolta segura aos locais atingidos pela violência.

Dois comboios chegaram na segunda-feira à cidade portuária de Tiro, depois de um longo desvio pelas colinas. A estrada do litoral está parcialmente destruída e não tem condições de tráfego.

Dois aviões belgas, no entanto, foram impedidos de aterrissarem na capital Beirute.

De acordo com o ministro da Saúde do Líbano, 750 pessoas - a maioria civis - morreram em três semanas em decorrência dos ataques de Israel. No lado israelense, morreram 51 pessoas, entre elas 18 civis.

Na segunda-feira, o presidente da Síria, Bashar Assad, alertou suas tropas para se prepararem para enfrentar "desafios regionais".

Em Beirute, os ministros de Relações Exteriores da França e do Irã se encontraram para discutir uma solução para a crise. O ministro francês Philippe Douste-Blazy disse que é vital envolver o Irã nas negociações de paz.

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