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Em Bint Jbeil, israelenses passaram 6 horas se defendendo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Protegida em um vale do sudeste do Líbano, a cidade de Bint Jbeil, onde oito soldados israelenses foram mortos na quarta-feira, tem valor estratégico para Israel e histórico para o Hezbollah. Quando os generais israelenses ordenaram que suas forças de infantaria atravessassem a fronteira para enfrentar os militantes do Hezbollah, eles sabiam que um dos primeiros grandes combates seria por Bint Jbeil, que quer dizer "filha da montanha" em árabe. Uma vitória sem tropeços na cidade teria elevado o moral das tropas israelenses, mas a antiga ligação do grupo xiita Hezbollah com Bint Jbeil fez com que os militantes lutassem até o fim. Quando Israel desocupou o sul do Líbano em maio de 2000, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, escolheu a cidade como o início de sua "parada da vitória". Durante o discurso, Nasrallah prometeu a dezenas de milhares de seguidores do Hezbollah que o grupo continuaria fazendo campanha pela libertação de prisioneiros libaneses e que lutaria pela retomada da região conhecida como Fazendas de Sheeba, que o Hezbollah alega ser território libanês, mas as Nações Unidas consideram área da Síria, atualmente ocupada por Israel. Seis anos depois - e duas semanas após o início dos confrontos entre Israel e Hezbollah - Bint Jbeil voltou a ser o centro das atenções. Emboscada "Foi um dia difícil", disse o general Udi Adam a jornalistas depois que suas forças perderam nove homens em um dia de combates ferozes, oito deles em Bint Jbeil. Uma brigada de elite do Exército de Israel, o Batalhão 51, havia chegado a Bint Jbeil depois que a cidade foi atacada por artilharia terrestre e aérea durante 48 horas. Sabendo que os israelenses teriam de passar por ali, a maioria dos residentes já havia deixado a cidade. Mas apesar de os comandantes de Israel esperarem resistência – um deles se referiu à área como "um ninho perigoso" – parece que os guerrilheiros se dirigiram em massa para Bint Jbeil ainda enquanto as bombas caíam, se preparando para o combate que viria a seguir. Quando as tropas israelenses chegaram às ruas estreitas da cidade, elas se viram cercadas, alvos de tiros vindos de todas as direções. A emboscada foi violenta: tiros, granadas, mísseis antitanques e morteiros foram usados pelos militantes, de acordo com informações dadas por um major israelense ao jornal New York Times. As tropas de Israel sofreram perdas importantes logo de início e a natureza de sua missão mudou. Debaixo de artilharia constante do Hezbollah, com oito mortos e muitos feridos, o Batalhão 51 – que já havia perdido nove homens no Líbano em 1996 – passou as seis horas seguintes se defendendo dos militantes e tentando retirar seus mortos e feridos do campo de batalha. Resistência Após o combate, o Exército de Israel fez elogios à unidade que lutou em Bint Jbeil e frisou constantemente que o Hezbollah também tinha sofrido sérias perdas. O comandante do batalhão, coronel Yaniv Asor, disse que "estava pronto para qualquer coisa", segundo o website israelense Ynetnews.com. Mas o nível das perdas de Israel deixou os comentaristas de guerra divididos sobre a possibilidade de Israel intensificar os ataques ao Hezbollah. O Gabinete de Segurança israelense decidiu contra uma ofensiva terrestre em grande escala nesta quinta-feira, com ministros sugerindo que ataques aéreos serviriam como proteção contra mais baixas em terra. No site oficial da cidade de Bint Jbeil, visitantes são recebidos com uma única palavra: "Resistindo!" Em campo, a batalha pela chamada "capital do sul livre" continua. |
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