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Líder do Hezbollah ameaça atacar Tel Aviv | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder do grupo militante xiita Hezbollah, Hasan Nasrallah, disse nesta quinta-feira que pode atacar a maior cidade israelense, Tel Aviv, caso Israel continue com sua ofensiva no Líbano e atinja o centro da capital libanesa Beirute. Apesar da ameaça, Nasrallah também afirmou que se Israel interromper os ataques em áreas civis do Líbano, o Hezbollah encerrará o lançamento de foguetes contra o país. O pronunciamento de Nasrallah foi feito na televisão libanesa al-Manar, que é ligada ao Hezbollah. Antes do pronunciamento, um ataque com 40 foguetes Katyusha do grupo xiita matou sete civis no norte de Israel. Próximo da cidade de Maalot, três israelenses que trabalhavam em um campo foram mortas. Na cidade de Acre, quatro pessoas morreram. Entre as vítimas, estavam duas crianças. O prefeito disse que as vítimas haviam deixado um abrigo de bombas, apesar de um aviso público para se protegerem. Ao longo do dia, o Hezbollah lançou mais de cem foguetes contra Israel. A maior parte atingiu espaços vazios, mas pelo menos cinco cidades sofreram com os ataques. Líbano Também nesta quinta, a aviação israelense voltou a atacar a capital do Líbano, Beirute, depois de quase uma semana sem bombardeios. Durante a madrugada, Israel lançou 70 ataques ao país. Quatro explosões foram ouvidas nos subúrbios ao sul da capital libanesa, especialmente em Dahieh, onde Israel afirma que existem bases do grupo militante Hezbollah. Uma ponte na região de Akkar, ao norte do país, e estradas que cruzam o vale do Bekaa, na fronteira com a Síria, também foram atingidas.
Em entrevista aos jornais britânicos Financial Times e The Times, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que a força internacional deve ter unidades de combate adequadas, capazes de implementar resoluções da ONU. "Ela tem que ser composta por soldados de verdade, e não por aposentados que vêm passar alguns meses de lazer no sul do Líbano. Um Exército com unidades de combate", disse Olmert. Olmert disse que as tropas precisariam de pelo menos 15 mil soldados – um número que o Financial Times observa ser apenas 2 mil soldados menor do que a maior força já enviada pela ONU a qualquer lugar (no caso, para a República Democrática do Congo). O líder israelense afirmou que o envio de soldados deve ocorrer simultaneamente à retirada israelense de território libanês, para que o Hezbollah não possa se instalar novamente junto à fronteira norte de Israel. Mas sublinhou que seu país vai responder a qualquer agressão do Hezbollah, mesmo depois que a força internacional for enviada para a região. Segundo o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, mais de 900 libaneses - a maioria civis - morreram desde o começo da ofensiva israelense, no dia 12 de julho. Um quarto da população - um milhão de pessoas - foi deslocado, segundo o governo libanês. Do lado israelense, 61 pessoas, incluindo 26 civis, morreram. |
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