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Informação errada levou a ataque em Qana, admite Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Israel não teria atacado um edifício na cidade libanesa de Qana no domingo se soubesse que havia civis no seu interior, segundo um comunicado militar israelense divulgado nesta quinta-feira. Após uma investigação sobre o ataque, o Exército disse acreditar que o prédio abrigava militantes e acusou o Hezbollah de usar civis como escudos humanos. O número inicial de mortos havia sido estimado em 54, em sua maioria crianças. Mas o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch revisou para baixo a estimativa, dizendo que 28 pessoas tiveram a morte confirmada e outras 13 estão desaparecidas. O ataque aéreo, nas primeiras horas do domingo, gerou condenações em todo o mundo e novos apelos por um cessar-fogo. O Exército de Israel disse ter alvejado o prédio com dois mísseis, um dos quais explodiu, por acreditar que o lugar era um “esconderijo de terroristas”. “Se as informações tivessem indicado que havia civis no prédio, o ataque não teria acontecido”, diz o comunicado do Exército. 'Revisão' O comandante do Exército, Dan Halutz, pediu desculpas pelas mortes e determinou que os militares que atualizem suas informações de inteligência relacionadas aos alvos para bombardeio no Líbano. Mas ele acusou o Hezbollah de “colocar civis libaneses como um escudo de defesa entre os militantes do grupo e nós”. O número de mortos no ataque foi reduzido, após o Human Rights Watch ter revisado registros da Cruz Vermelha e de hospitais locais. A organização, cuja sede fica em Nova York, disse ter chegado à conclusão de que 28 pessoas morreram, entre elas 16 crianças. “Parece agora que ao menos 22 pessoas escaparam do porão”, disse a organização em uma nota. Mas 13 pessoas continuam desaparecidas. Os moradores de Qana temem que elas estejam ainda sob os escombros, apesar de os trabalhos de resgate já terem sido encerrados, segundo a Human Rights Watch. |
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