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Após 29 mortos em dois dias, Israel sai do norte de Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Após uma incursão que resultou na morte de 29 palestinos em dois dias, os soldados e tanques israelenses deixaram o norte da Faixa de Gaza nesta sexta-feira. Os bombardeios teriam continuado durante a retirada. Mais de 70 de pessoas ficaram feridas. Segundo funcionários de hospitais em Gaza, os soldados israelenses mataram um garoto e um militante do Hamas. Bombardeios aéreos israelenses também destruíram uma pequena indústria metalúrgica e residências. Motivo O governo palestino fez um apelo contra a tática israelense de telefonar para civis palestinos e dizer que eles têm uma hora para deixar suas residências antes que estas sejam bombardeadas. O porta-voz Ghazi Hamad classificou a tática de "guerra psicológica". Na quinta-feira, cinco palestinos foram mortos em ataques, entre eles uma mulher de 75 anos cuja casa foi atingida em um dos bombardeios. Os ataques recentes elevam o total de mortos desde o início da ofensiva de Israel na região, no fim de junho, para mais de 140. Um soldado israelense também foi morto neste período. Israel diz que as operações visam a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por milícias palestinas, além de tentar impedir que foguetes sejam lançados contra o território israelense. O soldado ainda não foi encontrado. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que esperar que Shalit seja libertado na semana que vem. Finanças A situação na Faixa de Gaza deixou de ser o centro das atenções no Oriente Médio depois do início dos ataques israelenses contra a milícia xiita Hezbollah, no Líbano. Mas os territórios palestinos continuam passando por sérias dificuldades desde que as doações internacionais diminuíram drasticamente por causa da eleição do grupo Hamas para a liderança do governo. O Hamas é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Européia, o maior doador de fundos para a região. Nesta quinta-feira, a UE declarou estar supervisionando o envio de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, de forma a garantir que o dinheiro chegue diretamente aos beneficiários, sem passar pelo governo do Hamas. A Autoridade Palestina tem tido problemas para pagar os salários de cerca de 160 mil funcionários públicos, o que afeta a sobrevivência de 1 milhão de palestinos, um quarto da população na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. |
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