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Viagem por estradas do Líbano é longa e tortuosa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As estradas que ligam Beirute ao sul do Líbano passaram esta segunda-feira cheias, enquanto as cidades da região continuam se esvaziando. Muitos moradores do sul libanês aproveitaram a redução na intensidade dos ataques israelenses para abandonar a área, a mais castigada pelos bombardeios das últimas semanas. No sentido Beirute-Sul também havia movimento de veículos – menor do que no sentido contrário, mas também forte – formado principalmente por jornalistas e alguns refugiados que decidiram aproveitar o momento de relativa calma para conferir em suas cidades a destruição provocada pelos ataques de Israel. A viagem era muito lenta, porque ao longo de todo o caminho, estradas e pontes foram destruídas. Em muitos pontos, o Exército ou até mesmo a população local tinham que coordenar o tráfego, já que apenas um carro consegue passar de cada vez. Grande parte dos veículos circulava com bandeiras brancas, muitas vezes, simples pedaços de pano amarrados na antena do carro, na tentativa de evitar ser alvo de algum ataque israelense. Aos gritos A todo momento, motoristas viajando nos dois sentidos se comunicavam com sinais e gritos para se informar sobre as condições das estradas adiante. Normalmente, os 80 km que separam a cidade de Tiro de Beirute podem ser cobertos em cerca de uma hora e meia. Com os numerosos desvios provocados pela destruição somados aos congestionamentos, o trajeto se transforma numa viagem de cerca de 150 km e seis horas de duração. Na cidade de Sidon, o movimento nesta segunda-feira à tarde também era grande, engrossado por gente que saiu das vilas da região para se concentrar nas cidades maiores e de lá buscar transporte para Beirute. Motoristas de táxi e de picapes estacionados à beira da estrada gritavam o nome da capital libanesa e só partiam quando conseguiam lotar os veículos de gente ansiosa por chegar à relativa segurança de Beirute. Na estrada a caminho do sul, chamavam a atenção diversos caminhões com grandes carregamentos de colchões que estão sendo trazidos para atender as dezenas de milhares de refugiados que trocaram os seus pequenos vilarejos xiitas pela região de Tiro, que não foi tão visada por Israel quanto os povoados. Um grande temor na região é de que, depois das 48 horas de ataques menos violentos, e com a saída de grande parte dos civis, as Forças Armadas israelenses voltem bombardear a área com força total. |
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