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Atualizado às: 31 de julho, 2006 - 01h56 GMT (22h56 Brasília)
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Israel suspende ataques aéreos no Líbano por 48 horas
Área bombardeada em Qana, Líbano.
Pelo menos 34 crianças morreram no ataque de domingo
O Exército de Israel aceitou paralisar suas missões aéreas no sul do Líbano por 48 horas depois de um bombardeiro no domingo ter matado pelo menos 54 libaneses, sendo pelo menos 34 crianças, no vilarejo de Qana.

A decisão foi inicialmente anunciada por autoridades americanas ainda no domingo.

Israel, no entanto, anunciou que mantém suas operações por terra e que pode voltar a realizar ataques aéreos antes do fim das 48 horas caso acredite que isso seja necessário para parar ataques do Hezbollah.

O prédio em Qana abrigava famílias de refugiados que haviam deixado suas casas por causa do conflito. A maioria dos mortos estava no porão do edifício de três andares, que foi completamente destruído no bombardeio.

Protestos

Israel justificou o ataque dizendo que o Hezbollah usava a área para lançar mísseis e que havia avisado que civis deviam deixar a região.

Mas o correspondente da BBC no sul do Líbano Jim Muir afirma que muitas pessoas tinham medo de deixar o local por causa dos ataques nas estradas, enquanto outros não tinham condições de fazer a viagem.

O Hezbollah respondeu ao ataque lançando mais foguetes contra o norte de Israel. A cidade de Kiryat Shemona foi a mais atingida e teve vários residentes feridos, no que foi descrito como o pior dia até agora na região.

A destruição do prédio em Qana causou indignação e protestos em várias partes do mundo, especialmente no próprio Líbano.

Mais de mil pessoas atacaram a sede da ONU em Beirute após o ataque. A multidão, que chegou ao local de diferentes partes da cidade, invadiu as dependências do prédio da ONU, derrubou cercas e portas e queimou bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.

Os manifestantes gritavam palavras de ordem pró-Hezbollah e anti-Israel, além de afirmar que queriam “Beirute livre”.

A cidade libanesa de Qana ficou tristemente famosa em 1996 depois que Israel atacou uma base da força de paz da ONU. Mais de cem pessoas que se abrigavam na base foram mortas.

A operação militar “Vinhas da Ira”, uma blitz de 16 dias contra o Líbano, visava encerrar bombardeios do Hezbollah no norte de Israel.

A repercussão internacional foi grande e Israel suspendeu a operação, trazendo um acordo que originou um cessar-fogo que baniu ataques a civis.

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