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Ataque em Qana remete a massacre de 1996 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A cidade libanesa de Qana, no sul do Líbano, é conhecida por dois episódios na história, e provavelmente, na manhã deste domingo, por um terceiro, depois de um ataque aéreo de Israel. De acordo com relatos bíblicos, acredita-se que Qana teria sido o cenário do primeiro milagre de Jesus Cristo, quando ele transformou água em vinho, durante um casamento na cidade de Cana da Galiléia. Recentemente, Qana foi cenário de um dos mais sangrentos eventos do confronto árabe-israelense, quando forças israelenses bombardearam uma base da ONU, em 1996. O choque da comunidade internacional com o acontecido – 100 mortos e outros tantos feridos – levou a uma forte pressão por um cessar-fogo para que Israel encerrasse uma ofensiva contra o Hezbollah, chamada Operação Vinhas da Ira. O massacre de Qana, como o evento é conhecido no Líbano, permanece um poderoso símbolo para o povo libanês de quão indiscriminadas e desproporcionais são as atitudes de Israel em resposta às ações do Hezbollah. “Não foi acidente” Israel insiste que o bombardeio de 1996 foi um acidente e que o alvo era legítimo – uma unidade militar do Hezbollah que disparava mísseis e foguetes de uma área próxima à base. Também naquela ocasião, Israel acusava o grupo libanês de usar civis como escudos ao fazer seus ataques. Entretanto, uma investigação da ONU no mesmo ano revelou que era improvável que as mortes na base de Qana fossem resultado de um acidente. O relatório da ONU disse que o ataque repetido à pequena base da entidade causou uma chuva de estilhaços, responsável por terríveis ferimentos em civis desprotegidos, e que helicópteros israelenses provavelmente testemunharam o banho de sangue. Lugar estratégico Na atual rodada de bombardeios israelenses, Qana voltou ao noticiário – cena de vários incidentes, como o ataque israelense a duas ambulâncias da Cruz Vermelha e a morte de uma jovem fotógrafo libanês, Layal Najib, também num ataque aéreo. Não é difícil ver porque Qana está sempre perto das manchetes quando se olha no mapa. A cidade fica na parte norte de um planalto no sul do Líbano que faz fronteira com Israel e também è a confluência de cinco estradas estratégicas para o sudeste libanês, ao sul de Tiro. Qana e os pequenos vilarejos ao seu redor estão no meio de uma região com forte presença do Hezbollah, onde Israel afirma ser a origem de ataques do grupo. Autoridades israelenses disseram que panfletos foram jogados na região para exortar os civis a deixar a área, possibilitando as operações anti-Hezbollah. Contudo, parece claro, com grande o número de automóveis civis e carros bombardeados nas estradas em direção a Tiro, muitos moradores preferiram não atender os alertas feitos com os panfletos. |
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