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ONU estende mandato de tropas de paz no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) estendeu nesta segunda-feira por mais um mês o mandato da Força Interina da ONU no Líbano (Unifil, na sigla em inglês). A Unifil é formada por 2 mil soldados e atua no sul do Líbano há 28 anos. Quatro integrantes da força morreram em um ataque israelense na semana passada. Ainda nesta segunda-feira, foi adiada indefinidamente a reunião convocada pelo secretário-geral da instituição, Kofi Annan, para discutir com vários países a criação de uma força de paz para o Líbano. De acordo com um representante da ONU, o encontro deve ficar suspenso "até que haja mais clareza política" sobre como acabar com a violência entre militantes do Hezbollah e Israel. No entanto, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, de volta a Washington depois de uma visita ao Oriente Médio, afirmou que construiu um "consenso crescente" e que vai pressionar para que o Conselho de Segurança da ONU se reúna ainda nesta semana. "Vou fazer muita pressão para que uma resolução seja aprovada ainda nesta semana. Acho que já é hora", afirmou Rice, em Shannon, na Irlanda, durante uma parada para reabastecer o avião em que voltava do Oriente Médio. Diplomacia Os Estados Unidos vinham apoiando a ofensiva militar de Israel contra o Líbano nas últimas três semanas, mas essa posição foi enfraquecida pelo ataque no domingo que matou mais de 50 pessoas em um prédio residencial em Qana, no Líbano. O governo de Washington se recusa a negociar com os vizinhos do Irã e da Síria, que também apóiam o Hezbollah, bem como com o grupo militante. Muitos analistas vêem a França como um potencial líder de uma possível força internacional no Líbano, já que teria condições de deslocar rapidamente soldados bem treinados e armados para a região, mas o governo francês tem uma posição bastante diferente da americana sobre o conflito. A França propõe um cessar-fogo imediato e defende a inclusão do Irã nas discussões de paz da região. Nesta segunda-feira, Israel voltou a bombardear o sul do Líbano, apesar da trégua declarada. O governo diz que os ataques aéreos visam a fornecer apoio aos seus soldados no solo, durante as batalhas que vêm acontecendo com militantes do Hezbollah. O país disse que se reserva o direito de atacar alvos se julgar que os seus militares ou civis estão sob ameaça. |
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