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Atualizado às: 03 de agosto, 2006 - 11h03 GMT (08h03 Brasília)
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Israel volta a bombardear capital do Líbano
Akkar, norte do Líbano
Libaneses observam ponte destruída no norte do país
A aviação israelense voltou a atacar nesta quinta-feira a capital do Líbano, Beirute, depois de quase uma semana sem bombardeios.

Quatro explosões foram ouvidas nos subúrbios ao sul da capital libanesa, especialmente em Dahieh, onde Israel afirma que existem bases do grupo militante Hezbollah.

Uma ponte na região de Akkar, ao norte do país, e estradas que cruzam o vale do Bekaa, na fronteira com a Síria, também foram atingidas.

Os ataques ocorreram depois que as ofensivas do Hezbollah alcançaram o maior grau de intensidade desde que o conflito começou, há cerca de três semanas.

Combatentes da milícia lançaram mais de 230 foquetes a partir do Líbano.

Durante a madrugada, Israel lançou 70 ataques ao país.

Segundo o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, mais de 900 libaneses - a maioria civis - morreram desde o começo da ofensiva israelense, no dia 12 de julho.

Em uma mensagem de vídeo exibida em um congresso de líderes muçulmanos na Malásia, o primeiro-ministro disse ainda que os feridos chegam a 3 mil pessoas.

Um quarto da população - um milhão de pessoas - foi deslocado.

Do lado israelense, 54 pessoas, incluindo 19 civis, morreram.

Força internacional

O envio de tropas internacionais ao sul do Líbano começa a ser discutido nesta quinta-feira pelos quinze membros do Conselho de Segurança da Organização das Naçoes Unidas (ONU), em Nova York.

Um primeiro rascunho deve ser apresentado ainda na quinta-feira por França, Reino Unido e Estados Unidos.

Mas o correspondente da BBC em Nova York, James Robbins, diz que a proposta - primeira parte de um plano de duas etapas - poderia se ressentir de peso político para forçar um cessar-fogo.

Uma suspensão de hostilidades requeriria o consentimento tanto de Israel quanto do Hezbollah, dois lados que desconfiam profundamente um do outro.

Além disso, o passado já mostrou as falhas de um esquema em que o policiamento é feito pelo Exército libanês, com monitoramento mínimo da ONU.

Para o correspondente, o envio de uma força internacional de peso pela ONU requeriria um esforço diplomático mais complexo, que poderia se estender por semanas.

Firmeza

Escombros em subúrbio ao sul de Beirute
Bandeira libanesa entre escombros em Beirute

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que a força deve ter unidades de combate adequadas, capazes de implementar resoluções da ONU.

"Ela tem que ser composta por soldados de verdade, e não por aposentados que vêm passar alguns meses de lazer no sul do Líbano. Um Exército com unidades de combate'", disse Olmert aos jornais britânicos Financial Times e The Times.

Olmert disse que as tropas precisariam de pelo menos 15 mil soldados - um número que o jornal observa ser apenas 2 mil soldados menor do que a maior força já enviada pela ONU, para a República Democrática do Congo.

O líder israelense afirmou que o envio de soldados deve ocorrer simultaneamente à retirada israelense de território libanês, para que o Hezbollah não possa se instalar novamente junto à fronteira norte de Israel.

Mas sublinhou que seu país vai responder a qualquer agressão do Hezbollah, mesmo depois que a força internacional for enviada para a região.

Apesar da intensificação da violência na quarta-feira, o primeiro-ministro israelense se mostrou confiante de que os combates possam parar em poucos dias.

"Eu não acho que vá levar semanas", disse ele aos jornais britânicos. "Eu acho que a resolução vai ser aprovada em algum momento na semana que vem pelo Conselho de Segurança da ONU e então dependerá da rapidez do envio da força internacional ao sul do Líbano".

Erro

Nesta quinta-feira, uma investigação conduzida pelas Forças Armadas israelenses chegou à conclusão de que o bombardeio a uma casa na cidade libanesa de Qana, no domingo, foi um "erro".

Em relatório, Israel reconhece que bombardeou por engano uma casa que civis - incluindo mulheres e crianças - utilizavam como abrigo.

A Cruz Vermelha reduziu a estimativa de vítimas no local, inicialmente calculado em 54.

Em novo relatório, a entidade diz que 28 corpos foram encontrados, e que 13 pessoas continuam desaparecidas.

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