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Pervez Musharraf quer eleições antes de 9 de janeiro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, disse neste domingo que espera que as eleições parlamentares sejam realizadas até o dia 9 de janeiro. Musharraf, no entanto, não estabeleceu uma data para a suspensão do estado de exceção no país, decretado por ele no sábado passado. Durante sua primeira entrevista coletiva desde que impôs severas restrições no Paquistão, Musharraf disse que tanto a Assembléia Nacional, como as das províncias, serão dissolvidas nas próximas semanas. O presidente pediu que a Comissão Eleitoral organize o pleito e disse que caberá à instituição determinar uma data exata para as eleições. "Eu pediria que a Comissão Eleitoral realize as eleições o mais rápido possível, o que significa que se calcularmos de 45 a 60 dias a partir do dia 20 de novembro (quando as assembléias estarão dissolvidas), deveremos ter eleições antes de 9 de janeiro, data que coincide com o início do Moharram (mês de sacrifício para os muçulmanos)", disse Musharraf. "Interesse nacional" O presidente defendeu sua decisão de decretar o estado de emergência, insistiu não ter feito “nada de errado” e negou ter “violado a Constituição”. Musharraf disse que “assume a responsabilidade” por seus atos e que o estado de estado de exceção “é do interesse nacional”. “Foi a decisão mais difícil da minha vida”, disse o presidente. Musharraf disse que não vai interferir na organização das eleições e que as restrições impostas no país há oito dias são necessárias para que o pleito ocorra "dentro da normalidade". Popularidade de Bhutto O líder paquistanês também sinalizou que pretende renunciar de seu posto de chefe das forças armadas, o que faria dele um presidente civil, mas também não precisou quando isto ocorrerá. Segundo Musharraf, isto vai depender do tempo que a Suprema Corte vai levar para validar sua candidatura para as eleições ocorridas em 6 de outubro, das quais ele saiu vitorioso. O presidente evitou responder perguntas de jornalistas sobre uma possível aliança que estava sendo negociada com a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto antes da imposição do estado de exceção. Ao ser indagado por um dos repórteres estrangeiros sobre a crescente popularidade da ex-premiê – que assumiu a frente da campanha de oposição ao governo -, Musharraf disse que Bhutto não é popular no país. "Você disse que ela aumentou sua popularidade? Me pergunto se você conhece as áreas rurais do Paquistão." Desde que decretou o estado de exceção, o presidente paquistanês demitiu juizes da Suprema Corte, proibiu protestos e prendeu oposicionistas. O partido de Bhutto, Partido do Povo Paquistanês (PPP), disse que mais de 700 pessoas foram detidas em antecipação de uma manifestação que estava marcada para sexta-feira em Rawalpindi. No mesmo dia, a polícia decretou a prisão domiciliar da ex-premiê, que foi proibida de deixar sua casa durante várias horas. Na manhã de sábado, horas depois de a polícia suspender a intimação, Bhutto retomou a frente da campanha de oposição ao governo. Ela pretende liderar uma grande marcha da cidade de Lahore até a capital Islamabad na terça-feira. |
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