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Atualizado às: 06 de novembro, 2007 - 10h25 GMT (08h25 Brasília)
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Lei marcial no Paquistão realça fracasso de Bush, diz 'NYT'
Jornais
A imposição da lei marcial no Paquistão sublinha o fracasso da política do presidente americano, George W. Bush, em relação a um aliado-chave na guerra contra o terror - uma política "servilmente concentrada em um único governante autocrático e não mais amplamente no país dele", diz editorial na edição desta terça-feira do jornal americano The New York Times.

"Devolver ao Paquistão um governo civil foi um objetivo declarado dos Estados Unidos desde que o general (Pervez) Musharraf tomou o poder em 1999, em um golpe sem derramamento de sangue", lembra o jornal, destacando, contudo, que o líder militar paquistanês "quebrou repetidamente promessas de caminhar nessa direção".

E "na maior parte das vezes, Bush, que diz que não pode vencer a guerra contra o terrorismo sem o general Musharraf, mas claramente também não pode vencer com ele, consentiu em seus erros".

"Não apenas o general se provou menos comprometido com a luta antiterror do que o esperado (Al-Qaeda e Talebã estão ressurgindo na fronteira com o Afeganistão), mas agora ele abandonou qualquer pretensão de caminhar em direção à democracia", afirma o editorial do New York Times.

O jornal conclui que "democracia e não ditadura é a melhor esperança para um Paquistão estável", lembrando que esta é uma potência nuclear.

E que uma estratégia para se "recuar do abismo" seria apostar em um acordo de Musharraf com a ex-premiê Benazir Bhutto, se Musharraf mantiver o compromisso com a realização de eleições abertas a todos os partidos.

Outro importante jornal americano, o Washington Post, diz em editorial que, ao decretar estado de emergência, o que Musharraf fez foi reprimir "quase inteiramente a oposição moderada, secular e pró-democracia do país - exatamente as pessoas que poderiam oferecer uma alternativa política ao Talebã e à Al-Qaeda".

"Musharraf está conduzindo uma guerra não contra o extremismo, mas contra a democracia", afirma o texto, concluindo que "os Estados Unidos deveriam apoiar total e explicitamente os políticos civis e juízes" paquistaneses.

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