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Atualizado às: 06 de novembro, 2007 - 10h07 GMT (08h07 Brasília)
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Presidente demitido do Supremo do Paquistão pede mais protestos
O chefe da Suprema Corte paquistanesa, Iftikhar Chaundhry
Chaundhry foi demitido ao se recusar a endossar ordem de Musharraf
O presidente da Suprema Corte do Paquistão, Iftikhar Chaundhry, pediu para que a população continue a protestar contra o estado de emergência declarado pelo presidente Pervez Musharraf no último sábado.

Chaundhry, que foi demitido de seu posto no sábado, pediu que os advogados do país se juntem para lutar pelo restabelecimento da Constituição, suspensa por Musharraf.

"Este é um momento de sacrifícios. Estou sob mandado de prisão, mas logo me juntarei a luta de vocês", disse o juiz em um comunicado por telefone a um grupo de advogados.

Na segunda-feira, advogados fizeram protestos em várias partes do país, mas a polícia usou bombas de gás lacrimogênio e golpes de cacetete para dispersá-los.

EUA

Ainda na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu que o líder paquistanês decrete o fim do estado de emergência e deixe o seu cargo militar de chefe das Forças Armadas.

Horas antes, no entanto, o presidente paquistanês fez declarações que foram interpretadas como fortes indícios de que ele não deve abandonar seu posto de chefe das Forças Armadas neste mês, como estava previsto.

Musharraf disse a diplomatas na capital do país, Islamabad, que deixará o cargo "quando corrigirmos os pilares do Judiciário, do Executivo e do Parlamento", de acordo com a emissora de televisão estatal do país.

Chaundhry foi demitido depois que ele e outros juízes se recusaram a endossar a ordem para o estado de emergência, dizendo que ela era inconstitucional.

Ele foi substituído imediatamente, e o prédio da Suprema Corte foi cercado por soldados.

"A Suprema Corte seguiu a Constituição e a lei ao tomar todas as suas decisões. As acusações do presidente não têm base", afirmou Chaundhry.

Críticos dizem que Musharraf impôs o estado de emergência para tentar se antecipar a um julgamento da Suprema Corte sobre a legalidade de sua eleição, em outubro.

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