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Bush pede fim de estado de emergência no Paquistão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, pediu nesta segunda-feira que o líder paquistanês, Pervez Musharraf, decrete o fim do estado de emergência em vigor no país desde sábado e deixe o seu cargo militar de chefe das Forças Armadas. "Esperamos que eleições sejam realizadas lá o mais rápido possível e que o presidente tire o seu uniforme militar", disse Bush, ao lado do primeiro-ministro turco Recep Tayyip, em visita a Washington. Este foi o primeiro comentário do presidente americano a respeito da crise no Paquistão. Bush afirmou ter ordenado que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, comunicasse a mensagem a Musharraf por telefone. Mais cedo, no entanto, o presidente paquistanês fez declarações que foram interpretadas como as mais fortes indicações de que ele não deve abandonar seu posto de chefe das Forças Armadas neste mês, como estava previsto. Musharraf disse a diplomatas na capital do país, Islamabad, que deixará o cargo "quando corrigirmos os pilares do Judiciário, do Executivo e do Parlamento", de acordo com a emissora de televisão estatal do país. Pressão internacional O governo americano disse no domingo que vai rever a ajuda financeira destinada ao Paquistão, depois que o presidente paquistanês decidiu declarar estado de exceção no país. O Paquistão já recebeu cerca de US$ 10 bilhões dos Estados Unidos desde 2001, principalmente para financiar operações contra militantes islâmicos. A Grã-Bretanha, o maior doador do país, disse estar examinando se a instabilidade política vai afetar seus programas assistenciais no Paquistão. A Holanda foi o primeiro país a suspender a ajuda e a União Européia disse estar considerando qual a melhor atitude a ser tomada. Protestos Musharraf havia prometido deixar o comando das Forças Armadas se a Suprema Corte de Justiça do país julgasse que sua recente reeleição presidencial foi legal. No entanto, a imposição do estado de emergência e a demissão de vários juízes (incluindo a mais alta autoridade judiciária do país, Iftikhar Muhammed Chaudhry), interrompeu o processo. A maior parte dos juízes se encontra agora sob prisão domiciliar. Críticos afirmam que Musharraf impôs o estado de emergência para se precaver de uma possível decisão desfavorável da Suprema Corte. Na cidade de Lahore, cerca de 2 mil advogados protestaram nesta segunda-feira contra a decisão do presidente, mas eles foram reprimidos violentamente pela polícia. Musharraf justificou sua decisão de impor estado de exceção no país dizendo que extremistas estão à solta impunemente no Paquistão e que, se nenhuma ação firme fosse tomada, o país estaria em perigo. Segundo Musharraf, militantes islâmicos estão agindo como se tivessem um governo próprio no país, e o governo oficial foi quase paralisado pela interferência do Judiciário O primeiro-ministro do Paquistão, Shaukat Aziz, afirmou nesta segunda-feira que as eleições parlamentares marcadas para meados de janeiro estão mantidas. "Nós não queremos interromper o processo das eleições. Queremos eleições livres", disse o primeiro-ministro paquistanês. Havia rumores de que o pleito poderia ser adiado em até um ano depois que Musharraf declarou estado de exceção no país no último sábado. |
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