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EUA irão rever ajuda ao Paquistão, diz Rice | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse neste domingo que os Estados Unidos irão rever a ajuda financeira destinada ao Paquistão, depois que o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, decidiu declarar estado de exceção no país asiático. O Paquistão já recebeu cerca de US$ 10 bilhões dos Estados Unidos desde 2001, principalmente para financiar operações contra militantes islâmicos. O país é considerado um dos principais aliados americanos na chamada “guerra contra o terror”, lançada pelos Estados Unidos depois do 11 de Setembro. “Nós temos um esforço significativo contra o terrorismo no Paquistão e por isso temos que rever toda a situação”, disse Rice em uma visita a Jerusalém. “Obviamente, nós vamos rever a situação no tocante à ajuda (financeira).” Apelo Rice pediu ao presidente paquistanês que confirme a realização das eleições parlamentares, que estavam previstas para janeiro até antes de o estado de exceção ser anunciado. “Estou decepcionada com a decisão dele (Musharraf). Eu acho que a decisão é um retrocesso para o Paquistão no tocante ao progresso considerável que o país obteve a caminho de mudanças democráticas”, disse. “É no melhor interesse do Paquistão e do povo paquistanês que haja um retorno rápido à ordem constitucional, que se afirme que eleições para um novo parlamento serão realizadas e que todos os lados envolvidos sejam comedidos no que é, obviamente, uma situação muito difícil.”
Neste domingo, o primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, confirmou que a eleição pode ser adiada, mas garantiu que o governo continua defendendo o processo democrático. Desde a decretação do estado de emergência no Paquistão, no sábado, líderes de oposição foram presos. Aziz disse que entre 400 e 500 "prisões preventivas" foram feitas até agora e que o estado de exceção durará "o quanto for necessário". Musharraf impôs o estado de exceção alegando que extremistas estão à solta impunemente no Paquistão e que, se nenhuma ação firme for tomada, o país estaria em perigo. Protestos nas ruas O dia começou calmo na capital Islamabad, com poucas pessoas nas ruas. Mas à tarde, alguns manifestantes fizeram um protesto perto do prédio do Parlamento e foram reprimidos pela polícia. Segundo o correspondente da BBC em Islamabad Syed Shoaib Hasan, alguns manifestantes foram presos. Além das prisões, o governo fez restrições severas aos meios de comunicação. Todos os canais de televisão e algumas estações de rádio foram tiradas do ar – incluindo o canal de TV da BBC. Jornais independentes puderam circular livremente. A ex-premiê Benazir Bhutto acusou Musharraf de impor uma lei marcial sem declará-la explicitamente. Nos últimos meses, o Paquistão, um importante aliado dos Estados Unidos na Ásia, tem sido palco de instabilidade política, com a diminuição crescente da popularidade de Musharraf – que chegou ao poder em um golpe de estado em 1999. |
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