|
EUA pressionam Musharraf a deixar chefia do Exército | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos exortaram o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, a deixar o cargo de chefe do Exército e marcar uma data precisa para as eleições. O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que, embora já tenha se comprometido a deixar a farda e com a realização das eleições até o dia 15 de fevereiro, Musharraf precisa deixar claro quando exatamente fará o que prometeu. "Ele deve assumir esse compromisso publicamente e marcar uma data para a população paquistanesa para que eles tenham uma expectativa de voltar ao estado constitucional e ao caminho para a democracia", disse McCormack. O governo americano também se manifestou de maneira crítica sobre a prisão domiciliar da ex-primeira-ministra e líder oposicionista Benazir Bhutto, que foi mantida presa em sua casa durante horas nesta sexta-feira até a suspensão da medida. Bhutto recebeu uma intimação, que determinava sua detenção por três dias, ao tentar sair de sua casa, na cidade de Islamabad, para se dirigir a um protesto contra o estado de emergência decretado por Musharraf, na cidade de Rawalpindi, convocado por seu partido (o PPP, Partido do Povo Paquistanês). Concentrações públicas estão proibidas no Paquistão sob o atual estado de emergência, imposto no sábado passado por Musharraf. Bhutto disse que lançará uma campanha para forçar Musharraf a deixar o posto de chefe do Exército. Ela promete liderar uma marcha da cidade de Lahore a Islamabad se as suas reivindicações não forem atendidas. Na quarta-feira o presidente americano, George W. Bush, já havia dito a Musharraf que ele deveria suspender o estado de emergência, num primeiro sinal de que Washington está perdendo a paciência com o general, apesar da sua importância como aliado na chamada guerra contra o terrorismo. Musharraf não pode tomar posse formalmente até que a Suprema Corte reconheça a validade da sua vitória nas eleições presidenciais de 5 de outobro que, de acordo com resultados oficiais, lhe asseguraram mais um mandato de cinco anos. Prisões Além de prender Bhutto, forças de segurança paquistanesas bloquearam as estradas próximas à cidade de Rawalpindi, o local da manifestação, e utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. O PPP diz que 5 mil de seus simpatizantes já foram presos desde o final de semana passado e que 100 pessoas foram detidas na frente da casa de Bhutto nesta sexta-feira. Analistas dizem que os acontecimentos desta sexta-feira devem melhorar a imagem de Bhutto como "defensora da democracia". Alguns partidos acreditavam que ela poderia fazer um acordo com Musharraf. O vice-ministro da Informação paquistanês, Tariq Azim, havia dito à BBC que Bhutto estava sendo mantida em sua casa para "sua segurança". A polícia afirmou que militantes suicidas planejavam atacar a manifestação de Rawalpindi. Em outubro, Bhutto sobreviveu a uma tentativa de assassinato em Karachi em que cerca de 140 pessoas morreram. Na quinta-feira, Musharraf prometeu que realizará eleições parlamentares até 15 de fevereiro, horas depois de ser pressionado pelo governo americano a realizar o pleito em janeiro, como previsto. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Prisão domiciliar de Bhutto é suspensa no Paquistão09 de novembro, 2007 | Notícias Eleições vão ocorrer até fevereiro, diz Musharraf08 de novembro, 2007 | Notícias Partido de Bhutto diz que polícia prendeu 700 no Paquistão08 de novembro, 2007 | Notícias Presidente demitido do Supremo do Paquistão pede mais protestos06 de novembro, 2007 | Notícias Bush pede fim de estado de emergência no Paquistão05 de novembro, 2007 | Notícias Paquistão mantém eleições, apesar de estado de exceção05 de novembro, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||