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Rei da Jordânia diz estar 'furioso' com guerra no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O rei Abdullah da Jordânia criticou publicamente nesta quinta-feira e se disse "furioso" com os governos de Israel e dos Estados Unidos pelo conflito que acontece há quase um mês no Líbano. Ele afirmou a jornais jordanianos que a continuação das hostilidades entre israelenses e o Hezbollah só vai servir para enfraquecer as vozes moderadas – como a dele – no Oriente Médio e transformar o grupo em herói na região. Para ele, é preciso mostrar ser possível atingir algum objetivo no qual a população na região acredite na moderação – caso contrário, acredita ele, não vai haver outra opção senão rejeitá-la e adotar outros meios para defender os próprios direitos. O monarca disse ainda que a tentativa israelense de destruir o grupo militante não vai resolver os problemas da região. Para ele, a única forma de alcançar a paz é acabar com a ocupação israelense de terras árabes. As críticas de Abdullah contra Israel e os Estados Unidos foram duras. Nas declarações publicadas pelo jornal popular em árabe Al-Rai e o independente Al-Ghad, americanos e israelenses deveriam admitir que a guerra não vai trazer nada mais do que problemas, violência e extremismo para o Oriente Médio. Acordo de paz O rei disse acreditar que, mesmo que Israel destrua o Hezbollah, outros grupos vão surgir no mundo árabe para ocupar o seu espaço, a não ser que os israelenses acabem com a ocupação de terras palestinas e façam um acordo de paz com os vizinhos árabes. Nas palavras do soberano jordaniano, o assunto é "uma questão vital que precisa ser solucionada". O rei Abdullah também afirmou que não vai haver solução para a crise no Líbano sem um acordo com o governo libanês. Ele insistiu em um cessar-fogo imediato, dizendo que a agressão de Israel ultrapassou qualquer limite. Para o monarca, os Estados Unidos e Israel deveriam perceber que, enquanto houver agressão, vai haver resistência e apoio popular a essa resistência. Embora tivesse criticado a captura de dois soldados israelenses pelo Hezbollah no mês passado, que foi usada como pretexto para o início do ataque de Israel contra o Líbano, ele se recusou a comentar se ainda culpava o grupo por ter arrastado o país para o conflito. O rei Abdullah acrescentou que a Jordânia não vai participar de qualquer força de estabilização da região que for criada para estabelecer uma zona de controle no sul do Líbano. |
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