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Ex-ministros do Haiti começam a ser acusados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-primeiro ministro do Haiti Yvon Neptune foi transferido nesta sexta-feira para a cidade de Saint Marc, onde ele deverá se apresentar a um tribunal para responder acusações do seu suposto envolvimento na morte de 12 manifestantes no ano passado. As mortes ocorreram durante os protestos que levaram à destituição do então presidente Jean Betrand Aristide, em fevereiro de 2004. Desde então, Neptune estava preso em Porto Príncipe sem ter sido acusado formalmente. Em visita ao país, na semana passada, uma missão do Conselho de Segurança da ONU havia chamado a atenção do governo interino haitiano para os casos de antigos aliados do presidente que estavam na prisão sem previsão de data para julgamento. Na ocasião, o embaixador brasileiro na ONU, Ronaldo Sardenberg, que liderou a missão, disse que havia "números enormes" de pessoas nesta situação. Um outro ex-ministro de Aristide, Jocelerme Privert, também foi levado para Saint Marc. As acusações Privert também se referem à repressão aos protestos que levaram à queda do governo de Aristide. Mesmo com a presença de mais de 7,5 mil soldados da ONU no Haiti, liderados pelo Brasil, gangues armadas continuam aterrorizando a população. Estima-se que mais de 600 pessoas tenham morrido em episódios violentos nos últimos seis meses. O mandato de seis meses da Missão de Estabilização da ONU no Haiti vence no fim de maio. |
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