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A caminho do Brasil, Rumsfeld elogia força da ONU para o Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Horas antes de chegar ao Brasil, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, elogiou o trabalho da força da pacificação das Nações Unidas no Haiti, liderada pelos brasileiros. As declarações foram feitas dois dias após um episódio que matou dois soldados da ONU no país. Em entrevista a caminho da Argentina, sua primeira parada na América Latina, Rumsfeld disse que "as forças no Haiti têm em geral feito um bom trabalho". "Há algumas questões, à medida que avançamos rumo às eleições (previstas para novembro), sobre pessoas gostariam de tomar medidas para evitar que elas sejam um sucesso, como vimos em outras partes do país." A missão de estabilização da ONU no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, vem sendo criticada por, aparentemente, estar agindo com lentidão para conter a violência no país. Nesta segunda-feira, uma ONG, a Justiça Global, divulgou um relatório indo além nas críticas e afirmando que a Minustah cometeu abusos dos direitos humanos no Haiti ao tentar conter simpatizantes do ex-presidente haitiano, Jean-Bertrand Aristide. Visita ao Brasil Rumsfeld já chegou à Argentina, onde fica menos de um dia, antes de embarcar para o Brasil. Esta será a primeira visita ao país de um membro do primeiro escalão do governo americano desde o início do segundo mandato do presidente Bush. O secretário americano se encontra nesta quarta-feira pela manhã com o ministro da Defesa e vice-presidente José Alencar e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rumsfeld vai tratar de quatro assuntos principais no Brasil: além da missão no Haiti, o secretário deve discutir a lei do abate, que permite a derrubada de aviões ilegais sobre território brasileiro; o tráfico de drogas e a luta contra o terrorismo e a posição do Brasil na América do Sul. Depois dos encontros em Brasília, Rumsfeld vai a Manaus visitar o Sivam, o sistema de vigilância da Amazônia por radares, que usa equipamento americano. *Colaborou Denize Bacoccina, de Washington |
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