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Rumsfeld pede união para lutar contra 'terrorismo' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld pediu aos europeus que deixem suas diferenças com os Estados Unidos em relação ao Iraque de lado e trabalhem unidos na luta contra o que ele chamou de terrorismo. Numa conferência sobre segurança internacional em Munique, na Alemanha, Rumsfeld disse a autoridades de defesa que uma nação não poderia derrotar extermistas sozinha. A Alemanha se opôs à guerra contra o Iraque, mas o secretário americano pediu a colaboração alemã na reconstrução do Iraque. O ministro da Defesa alemão, Peter Struck, sugeriu que os Estados Unidos e a União Européia estabeleçam uma cooperação direta. Ele disse que os Estados Unidos deveriam atualizar suas relações com a UE, "que no seu estágio atual não fazem jus nem à importânica crescente da União Européia nem às demandas de cooperação transatlântica". Consenso na Otan Rumsfeld disse a delegados da conferência em Munique: "Se durante o passar do tempo houve diferenças em relação ao Iraque, essas questões entre amigos de longa data não são novidade." "Mas nós sempre fomos capazes de resolver as questões mais complicadas", disse ele. "Vai ser necessária a cooperação de muitas nações para acabar com a proliferação de armas perigosas... e com certeza é necessária uma comunidade de nações para reunir inteligência sobre redes extermistas, para quebrar linhas de apoio financeiro, ou para prender terroristas suspeitos", disse o secretário de Defesa americano. Ele disse que às vezes é preciso agir rapidamente e não é possível esperar um consenso da Otan. "A missão define a coalizão, mas se você disser o oposto, que a coalizão define a missão, isso significaria que nada teria ocorrido na Libéria se você falar sobre a coalizão da Otan, ou o Haiti ou várias outras atividades", disse Rumsfeld. O ministro da Defesa alemão concordou com ele. A Otan "não é mais o principal local em que parceiros transatlânticos discutem e coordenam estratégias", disse Struck. Ele sugeriu o estabelecimento de uma comissão para estudar o assunto e propôr soluções. "Esse painel deveria apresentar um relatório aos chefes de Estado e de governo da Otan e da União Européia no início de 2006 baseado em suas análises." |
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