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Forças de paz da ONU retomam controle de cidade no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As tropas de paz da ONU no Haiti dizem ter retomado o controle da cidade de Terre-Rouge, onde um dos soldados da missão, de nacionalidade nepalesa, foi morto no domingo. Um soldado do Sri Lanka também foi morto numa outra operação, também voltada contra ex-membros do Exército nacional, que foi desmantelado pelo ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, em 1995. Muitos ex-soldados mantiveram as suas armas e ainda controlam grandes áreas do Haiti. Essa foi a primeira vez que integrantes da Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti), comandada pelo Brasil, foram mortos desde a chegada das tropas em junho do ano passado. Correspondentes da BBC dizem que a operação atual mostra que a ONU está agora disposta a agir de forma mais dura contra os grupos armados. Críticas As mortes dos soldados ocorreram um dia antes da divulgação de um relatório da Faculdade de Direito de Harvard e da ONG Justiça Global que critica a atuação das forças de paz no Haiti. O relatório Mantendo a Paz no Haiti? acusa a Minustah de violar direitos humanos no país e diz que a missão não está cumprindo as principais tarefas que lhe foram delegadas pelas Nações Unidas para o Haiti: manter a segurança e a estabilidade do país; promover boa governança e o desenvolvimento de processos constitucionais e políticos e proteger os direitos humanos. As operações da ONU no Haiti devem ser um dos assuntos que o secretário de Estado americano, Donald Rumsfeld, vai tratar com autoridades brasileiras na sua visita, segundo a agência de notícias France Presse (AFP). Outros temas, ainda segundo a AFP, seriam a aplicação de uma lei para derrubar aviões suspeitos de traficar drogas, o narcotráfico em si e o papel do Brasil na segurança da América do Sul. Ainda na Argentina, primeiro país que visitou no seu giro pela região, Rumsfeld defendeu a atuação das forças de paz das Nações Unidas no Haiti. "Eu acho que as forças no Haiti têm feito no geral um bom trabalho", disse o secretário, segundo a agência de notícias Associated Press. Os Estados Unidos foram os primeiros a intervir no Haiti depois da queda do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide. Há dez meses os americanos deixaram o país para serem substituídos pela missão comandada pelo Brasil. Os ex-soldados, que ajudaram a destituir Aristide, voltaram-se contra o governo interino, depois de frustradas as suas reivindicações pela restituição do Exército e pagamento de salários, que não são pagos desde que as Forças Armaads foram desativadas. Condenação O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o Conselho de Segurança da entidade condenaram as mortes dos soldados da ONU. O Conselho pediu que todas as partes envolvidas renunciem à violência e que o governo de transição tome "medidas imediatas" para punir os responsáveis, numa nota lida pelo embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Sardenberg, que atualmente ocupa a presidência rotativa do Conselho. |
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