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Pelo menos dois morrem em violência no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos duas pessoas morreram nesta segunda-feira em um confronto entre manifestantes e a polícia no bairro de Bel-Air, em Porto Príncipe – um reduto de seguidores do ex-presidente do Haiti Jean-Bertrand Aristide. O confronto ocorreu durante um protesto de simpatizantes do ex-presidente que deixou o poder há um ano, em meio a uma revolta civil no país. O general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro Pereira disse à BBC Brasil que soldados brasileiros da força de paz da ONU que atua no Haiti não participaram da operação, em que a polícia teria aberto fogo contra os manifestantes. “Segundo a polícia, não foi solicitada autorização para a manifestação e eles resolveram desfazê-la”, disse. “A tropa brasileira estava lá na área para garantir que o protesto transcorresse pacificamente, mas a polícia decidiu agir. É direito deles.” Processo político Apesar da manifestação em Porto Príncipe, o general disse que a situação é calma no país, mesmo com a expectativa de mais violência por causa da passagem de um ano da saída de Aristide. O ex-presidente haitiano, que vive no exílio na África do Sul, disse em uma entrevista publicada pelo jornal americano The Miami Herald que ainda é o presidente do Haiti. Em alguns dos bairros mais pobres e favelas da capital, o apoio a ele permanece forte – e é nessas áreas onde geralmente são registrados episódios de violência. O general Heleno disse que não acredita que ocorram episódios de violência mais intensa provocados por simpatizantes do ex-presidente nos próximos meses até as eleições no país, previstas para novembro. “A intenção dos partidários do ex-presidente Aristide não é mostrar violência”, disse. “Ao contrário, eles devem estar querendo dar uma demonstração de que estão habilitados a participar do diálogo político dentro do espírito de reconstrução do país.” O partido do ex-presidente Aristide, o Família Lavalas, vem exigindo a libertação de vários ex-funcionários do governo do país, que foram presos após a saída do presidente. Segundo analistas, um dos desafios que o país terá que resolver até as eleições de novembro será integrar simpatizantes e membros do Lavalas e ex-soldados no processo político. |
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