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ONU decide manter missão brasileira no Haiti por seis meses | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil e o Chile, países que lideram a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, criticaram a resolução do Conselho de Segurança de estender seus mandatos por "apenas" seis meses. Após o anúncio, na segunda-feira, o embaixador do Chile na ONU, Heraldo Muñoz, afirmou que a decisão dificultaria ainda mais o plano de ações de longo prazo. Mas a China, que também tem tropas no país, argumentou que a extensão por seis meses permitiria mais flexibilidade de atuação. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, desejava uma extensão de pelo menos 18 meses, cobrindo o período de tempo que resta até a realização de eleições no Haiti, previstas para novembro de 2005, e até a posse do novo governo, em fevereiro de 2006. Preocupação Na segunda-feira, o Conselho de Segurança manifestou sua preocupação quanto à piora da situação do Haiti e, principalmente, quanto ao novo levante da violência nos últimos meses. A resolução "condena todos os atos de violência e as intenções por parte de alguns grupos armados pequenos de desempenhar funções de manutenção da ordem pública não autorizadas". Neste sentido, a resolução destaca "a necessidade urgente de se levar a cabo programas de desarmamento, desmobilização e reinserção" da população armada à sociedade. Além disso, o documento condenou as violações dos direitos humanos que estão sendo cometidas no país, tanto por parte dos rebeldes quanto das forças governamentais, que estão realizando prisões "arbitrárias, por motivos exclusivamente políticos". A tarefa da missão da ONU tem sido complicada devido à constante desordem e à permanência no poder de alguns partidários do ex-presidente Jean Bertrand Aristide. Na segunda-feira, simpatizantes do ex-presidente exigiram a sua volta na Ciudad del Sol, onde houve relatos de trocas de tiros durante o fim de semana. Acredita-se que um dos líderes, Emanuel Wilme, que apoia Aristide, ficou ferido. |
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