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Força da ONU no Haiti ganhará quase 2 mil soldados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comandante da força de paz das Nações Unidas no Haiti, o general brasileiro Augusto Heleno Pereira, confirmou nesta quinta-feira que o número de soldados da ONU no país vai ser aumentado em quase 2 mil homens no fim do ano. A força da estabilização deve saltar dos atuais 4,2 mil soldados para 6,1 mil – mais próximo do total prometido inicialmente, 6,7 mil. Heleno e outros comandantes da força de paz da ONU no Haiti têm reclamado nos últimos meses da falta de soldados no país, que no final de setembro voltou a viver episódios de violência política. No entanto, o general brasileiro acredita que, com o reforço, a missão de estabilização vai poder atuar com mais eficiência contra grupos armados que se escondem principalmente nas favelas da capital do país, Porto Príncipe. Sem caos “Eu acho que a chegada das tropas vai mudar completamente o clima de segurança em Porto Príncipe e em todo o país”, disse Heleno, em entrevista à BBC. “Eu acho que nós vamos ser mais ativos, nós vamos ir pegar as armas das gangues e começar a obter bons, bons resultados.” Centenas de pessoas foram mortas no país desde o final do ano passado, quando começou um movimento de rebeldes no interior do país com o objetivo de afastar o presidente Jean-Bertrand Aristide do poder. Aristide deixou a presidência em fevereiro, mas seus simpatizantes têm mantido uma resistência nas favelas de Porto Príncipe e muitas vezes realizam ataques fora de seus esconderijos. Segundo Heleno, o Haiti não vive no momento uma situação de caos, mas precisa de um longo período de presença internacional para poder deixar para trás a atual crise. Além disso, o general brasileiro disse que o país precisa de um grande esforço humanitário para que melhorem as condições de vida da população. |
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