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Amorim defende na ONU manutenção da ajuda ao Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta quarta-feira, em Nova York, que o Brasil deseja continuar chefiando a missão de paz da ONU no Haiti – mas que vê dois pontos com preocupação. O primeiro, segundo Amorim, é que o processo político avance no país caribenho e que se chegue a reconciliação política entre o governo interino do primeiro-ministro Gerard Latortue e a oposição. "A prioridade é o desarmamento, como forma de restabelecer as condições mínimas de segurança para a consolidação institucional. Mas buscamos ao mesmo tempo o desarmamento dos espíritos, por meio do diálogo político. A estabilidade no Haiti não poderá ser alcançada somente através da repressão", disse o ministro. Esse entendimento levaria à realização de eleições presidenciais entre julho de 2005 e 2006, segundo Amorim. A segunda preocupação é que a comunidade internacional cumpra com a promessa de liberar doações de cerca de US$ 1,2 bilhão feitas ao Fundo de Auxílio ao Haiti, estabelecido pela ONU. Otimismo Amorim fez as declarações na sede da ONU em Nova York, onde participou de uma reunião do Conselho de Segurança sobre o Haiti. “Estou otimista, pois o dinheiro está saindo. O Banco Mundial e o FMI acabam de anunciar um pacote de US$ 73 milhões ao Haiti”, disse Amorim. O ministro disse que não espera “e nem é ideal” que o dinheiro seja liberado de uma única vez. “As formas de gestão para a aplicação destes recursos estão sendo desenvolvidas”, disse Amorim. “O Haiti vive um tsunami sócio-econômico há 200 anos, e a comunidade internacional precisa continuar solidária ao país.” "Por piores que sejam as outras tragédias, as quais acompanhamos atentamente e que merecem resposta urgente e coordenada da comunidade internacional, não podemos permitir baixar o grau de prioridade que assumiu o Haiti na agenda internacional.” De Nova York, Amorim seguiu para uma viagem por países do Caribe e da África Ocidental com uma pauta que inclui temas diplomáticos e a promoção de produtos e serviços prestados por empresas brasileiras. Ele deve retornar ao Brasil no próximo dia 19. |
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