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Tropas da ONU cercam antiga casa de Aristide no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Soldados da força de paz das Nações Unidas no Haiti e a polícia local cercaram a antiga casa do presidente deposto Jean-Bertrand Aristide na capital, Porto Príncipe, um dia depois de o imóvel ter sido ocupado por um grupo de ex-militares haitianos. Segundo a agência de notícias AFP, tropas brasileiras participam do cerco. O governo interino do Haiti deu ordem para que os ex-soldados deixassem o local, mas as negociações nesse sentido emperraram pois o líder do grupo, Remissainthe Ravix, exigia que a ONU e a polícia se retirassem. As tropas da ONU destacaram que não pretendem invadir a propriedade. Ravix disse que seu grupo quer usar a antiga casa de Aristide como uma base para ajudar a combater a violência em Porto Príncipe. O líder dos ex-soldados pediu a formação de um comitê negociador e disse que não vai se entregar às autoridades. Os antigos militares, que ajudaram a depor Aristide em fevereiro, também apresentaram outras exigências, como a recomposição do Exército haitiano e o pagamento de salários a que eles dizem ter direito. A força de paz da ONU, formada por 6 mil militares, vem sendo criticada por não conseguir desarmar os rebeldes, que hoje controlam vastas áreas do país. Organizações de defesa dos direitos humanos manifestaram preocupação com a atuação desses grupos armados - além da polícia e de milicianos pró-Aristide. |
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