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Soldados da ONU invadem favela no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A força de paz das Nações Unidas no Haiti lançou uma operação para assumir o controle de uma das favelas mais violentas da capital, Porto Príncipe. Centenas de soldados entraram no distrito de Cité Soleil por terra, mar e ar. Soldados do Brasil, Chile e Sri Lanka participaram da operação, assim como policiais provenientes da China e da Jordânia, disse o porta-voz das Nações Unidas (ONU), Damian Anses Cardona. A ONU afirma que permanecerá pelo menos dois meses no local antes de passar o controle da área à polícia local. Cité Soleil, onde vivem cerca de 500 mil pessoas, é um reduto de partidários do ex-presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, e é palco de intensa violência entre facções. Há notícia de que dezenas de pessoas foram mortas desde a intensificação dos choques na área, em meados de setembro. Anarquia O governo interino do Haiti criticou as forças da ONU por não fazerem o suficiente para por fim à anarquia. O Haiti, o país mais pobre das Américas, ainda vive momentos conturbados depois que Aristide partiu para o exílio no começo do ano. Os haitianos também estão se recuperando de enchentes devastadoras que mataram centenas de pessoas em maio e setembro. Em meados de dezembro, o secretário de Estado americano, Colin Powell, pediu à ONU que tome providências depois que um tiroteio ofuscou sua visita ao Haiti. |
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