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Lula pede ajuda caribenha para pacificar o Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira em Paramaribo, no Suriname, que a colaboração da Caricom (Comunidade do Caribe) é fundamental para que a segurança no Haiti seja restabelecida. “O apoio da comunidade internacional é essencial para que o Haiti reencontre o caminho da superação dos conflitos e dilemas do país”, afirmou o presidente. A Caricom não reconhece o governo provisório que assumiu o poder no Haiti após a revolta de grupos armados que resultou na queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide em fevereiro do ano passado. Lula fez a declaração durante discurso na reunião de cúpula da Caricom. A participação no evento foi o principal compromisso do presidente na visita de menos de 24 horas ao Suriname. O presidente cancelou a participação em outros eventos no país para antecipar seu retorno ao Brasil e acompanhar de perto o agravamento da tensão causada pelos conflitos agrários no Pará. Diálogo político No discurso em Paramaribo, Lula reconheceu que a Caricom sempre defendeu a legitimidade de governos democraticamente eleitos, mas pediu que o Haiti seja transformado em um “paradigma de colaboração internacional”. “É preciso haver desarmamento dos espíritos, para que haja diálogo político e se retome o desenvolvimento econômico e social”, disse o presidente. “O Brasil engajou-se no Haiti motivado pela solidariedade e pela crença na possibilidade de devolver uma nova esperança de paz e justiça aos irmãos haitianos”, acrescentou. Lula também disse que o governo brasileiro está empenhado em assegurar que os recursos prometidos ao Haiti em uma conferência de doadores realizada no ano passado cheguem rapidamente à população do país. Sabor caribenho Durante a cúpula da Caricom, o presidente Lula destacou ainda os avanços na negociação de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco caribenho. Além disso, o presidente disse que a adesão da Guiana e do Suriname à Comunidade Sul-Americana de Nações dará à entidade um “sabor caribenho”. “É prioridade de meu governo a integração com países e regiões vizinhas. Unindo forças e compartilhando objetivos, seremos mais respeitados política e economicamente”, afirmou Lula. Ao longo da viagem, Lula também agradeceu o apoio do Suriname e da Guiana à candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. De acordo com o presidente, a mensagem apresentada em Paramaribo é a mesma que foi levada ao Fórum Social de Porto Alegre e ao Fórum Econômico Mundial: “não existem atalhos para conquistar a paz e a justiça no mundo”. “É indispensável que as Nações Unidas recobrem sua credibilidade e que o Conselho de Segurança, em particular, reflita o crescente peso dos países em desenvolvimento nas grandes questões internacionais”, afirmou Lula. |
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