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Rumsfeld admite que apresentou renúncia por Abu Ghraib | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, admitiu nesta quinta-feira que ofereceu a sua renúncia ao presidente George W. Bush durante o escândalo dos abusos de prisioneiros iraquianos em Abu Ghraib. "Eu submeti a minha renúncia ao presidente Bush duas vezes durante aquele período e lhe disse que ele tinha de tomar a decisão se eu deveria ficar ou não. E ele tomou essa decisão e disse que queria que eu continuasse", afirmou o secretário de Defesa, em uma entrevista ao programa de TV Larry King Live, da rede americana CNN. O escândalo de Abu Ghraib estourou em abril do ano passado, quando fotografias de tropas americanas maltratando prisioneiros foram parar em jornais do mundo inteiro, gerando grande condenação internacional. Embora tenha indicado que estava disposto a aceitar responsabilidade pelo escândalo, Rumsfeld disse ao apresentador Larry King que a sua consciência está tranquila. "O que estava acontecendo no turno da meia-noite da prisão de Abu Ghraib do outro lado do mundo é algo que claramente alguém em Washington não pode administrar ou lidar. E, portanto, eu não tenho nenhum arrependimento." Por outro lado, o secretário disse ter adotado medidas para evitar que os abusos se repitam. "Nós fizemos muitas correções para assegurar que aqueles tipos de coisas que aconteceram ou não aconteçam de novo ou que sejam imediatamente descobertas e limitadas e contidas", disse Rumsfeld. Em agosto do ano passado, uma investigação feita por um painel indicado pelo próprio secretário concluiu que altos funcionários do Pentágono e do Exército haviam contribuído para uma atmosfera de abusos e falhado em instituir políticas de monitoramento das práticas da prisão. |
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