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Rumsfeld faz visita surpresa a feridos em Mosul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, fez nesta véspera de Natal uma visita surpresa à base americana de Mosul, no Iraque, três dias depois da explosão que matou 22 pessoas e deixou cerca de 70 feridos no local. Assim que chegou ao Iraque, Rumsfeld foi diretamente ao hospital onde as vítimas do ataque de terça-feira estão internadas. "O objetivo desta visita é agradecer aos soldados e lhes desejar um Feliz Natal", afirmou o secretário americano. "Eu os respeito. Desejo a todos um feliz Natal", disse aos soldados, acrescentando que a viagem já tinha sido planejada antes da explosão. Em seguida, Rumsfeld disse a um grupo de soldados que ele ainda está confiante em combater a insurgência e estabilizar o Iraque. Pior ataque A explosão de Mosul foi o pior ataque contra as forças americanas desde o início da invasão do Iraque, em 2003. A maior parte dos feridos na explosão de terça-feira já foi transferida para hospitais militares americanos na Alemanha. Acredita-se que o explosivo tenha sido detonado por um suicida que vestia uma farda iraquiana. O ataque foi o pior já realizado contra uma base americana no Iraque e aconteceu na hora do almoço, quando centenas de soldados estavam reunidos no barracão central. Analistas dizem que essa visita de Rumsfeld ao Iraque pode ser considerada a mais importante de todas, já que ele vem sofrendo críticas até mesmo dentro do seu partido sobre a forma com que trata os militares. Cartas Recentemente, Rumsfeld admitiu não ter assinado de próprio punho, mas com uma máquina, centenas de cartas de condolências enviadas às famílias de soldados mortos no Afeganistão e no Iraque. Vários setores da opinião pública, incluindo republicanos, têm questionado abertamente a decisão do presidente George W. Bush de manter Rumsfeld no cargo em seu segundo mandato. Rumsfeld já alertou que é pouco provável que a violência no Iraque tenha um fim rápido e disse que a idéia de que os insurgentes iriam descansar depois das eleições em janeiro era “irreal”. “Esperar um Iraque pacífico depois das eleições seria um erro”, afirmou. |
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