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Atualizado às: 23 de dezembro, 2004 - 00h56 GMT (22h56 Brasília)
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Rumsfeld é cobrado por falha de segurança em Mosul
Myers e Rumsfeld
Myers e Rumsfeld anunciam que ataque de Mosul foi suicida
O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, foi duramente questionado sobre a segurança na base militar de Mosul, no Iraque, depois que o Pentágono confirmou que a explosão de terça-feira foi um ataque suicida.

A explosão matou 22 pessoas e deixou mais de 60 feridos. Inicialmente pensava-se que teria sido provocado por um ataque aéreo, embora um ataque suicida tenha sido reivindicado ela organização extremista islâmica, Ansar al-Sunna, que teria ligações com o militante jordaniano Abu Musab al-Zarqawi.

Numa entrevista coletiva em Washington, tanto Rumsfeld quanto o chefe da casa militar, general Richard Myers, foram bastante questionados sobre as falhas na segurança da base de Mosul.

O secretário de Defesa, que já estava sendo acusado de falta de sensibilidade em relação às famílias das vítimas da guerra, por não assinar pessoalmente as cartas de condolências, disse que estava realmente magoado com a insinuação de que ele havia falhado na função de proteger as tropas americanas.

Abatido

O correspondente da BBC em Washington, Rob Watson, disse que os dois pareciam abatidos e cansados durante a entrevista.

Entre os mortos no ataque, estão 13 militares americanos, cinco civis americanos que trabalhavam nas empresas de apoio e quatro iraquianos. O homem que explodiu a bomba ainda não foi identificado.

O general Myers disse aos jornalistas que “um explosivo improvisado usado por um agressor” era a causa provável da explosão. “Um homem suicida aparentemente amarrou alguma coisa no corpo... e foi para o refeitório”, afirmou.

Ele disse que novas investigações serão feitas para explicar como o homem conseguiu entrar na base.

Na terça-feira, o presidente George W. Bush disse que o ataque não iria adiar as eleições no Iraque, marcadas para 30 de janeiro.

Mas Rumsfeld disse que era fora da realidade imaginar que os insurgentes iriam parar com os ataques depois das eleições.

“Pensar num Iraque pacífico depois das eleições seria um erro”, afirmou Rumsfeld.

Partes de Mosul estão sob toque de recolher desde o ataque, e nesta quarta-feira o governo de Mosul proibiu o uso das cinco pontes da cidade, quando centenas de tropas americanas começaram a busca por suspeitos.

As ruas da cidade ficaram desertas, com lojas e até mesquitas fechadas, de acordo com os moradores da cidade, que tem quase dois milhões de habitantes.

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