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Atualizado às: 08 de abril, 2005 - 02h32 GMT (23h32 Brasília)
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Lento desarme pode levar a piora da violência no Haiti, diz ONG
Soldados brasileiros no Haiti
Missão da ONU vem sendo criticada por 'lentidão' em desarmar grupos
A violência no Haiti pode aumentar ainda mais porque a missão de estabilização da ONU e o governo interino do país estão fracassando nos seus esforços para desarmar o país, alerta o centro de estudos Small Arms Survey, baseado em Genebra.

A entidade suíça diz que centenas de pessoas já foram mortas por armas de fogo nos últimos 18 meses no Haiti e que favelas e partes das áreas rurais continuam sob controle de grupos armados.

Ainda de acordo com a Small Arms Survey, a falta de avanços no programa de desarmamento está prejudicando a distribuição de ajuda internacional e ameaçando a realização das eleições previstas para o fim deste ano.

Não é a primeira vez que a força de paz é criticada pela suposta lentidão em restabelecer a ordem no país e colocar em prática um programa amplo de desarmamento, o que estaria permitindo que os grupos formados por ex-militares – que perderam seus empregos quando as forças armadas haitianas foram extintas, em 1994 – continuem atuando no interior haitiano.

Visita da ONU

Uma delegação do Conselho de Segurança da ONU deve visitar o Haiti na próxima semana para avaliar a processo de transição política no país mais pobre do hemisfério ocidental.

Lideradas pelo general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro, as tropas de paz da ONU estão no país há dez meses, quando substituíram tropas americanas enviadas para manter a estabilidade no país depois da destituição do ex-presidente Jean-Betrand Aristide.

A mais recente onda de instabilidade no Haiti começou em 2003, quando rebeldes conseguiram avançar pelo interior do país tomando cidades e exigindo a renúncia do então presidente, Jean-Bertrand Aristide.

Aristide acabou deixando o poder em fevereiro de 2004 e, desde então, o país tem sido governado por um governo interino.

Os 7,4 mil integrantes das forças de paz têm se envolvido em confrontos cada vez mais frequentes com ex-soldados, que se recusam a entregar as suas armas, e com milícias de partidários e opositores de Aristide.

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