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ONU admite que é preciso fazer mais para segurança no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe da delegação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti, o embaixador brasileiro, Ronaldo Sardenberg, advertiu que ainda é preciso fazer muito para estabilizar o país em antecipação às eleições, marcadas para novembro. Em declaração no sábado, último dia da visita de quatro dias ao país, Sardenberg afirmou que o Conselho de Segurança vai discutir medidas para ajudar o governo interino do Haiti, inclusive aumentando as operações de manutenção da paz. A missão deverá incluir mais policiais e observadores de direitos humanos. Durante a visita da delegação, na quinta-feira, um soldado filipino da força de paz da ONU foi morto a tiros e pelo menos mais cinco pessoas morreram em tiroteios no país quando a polícia local e as tropas das Nações Unidas realizaram uma operação para prender líderes de gangues armadas em uma favela da capital, Porto Príncipe. A operação para controlar Cité Soleil já dura duas semanas, mas a correspondente da BBC em Porto Príncipe, Claire Marshall, afirma que até agora os esforços não foram bem-sucedidos. Francês A embaixadora dos Estados Unidos no Conselho de Segurança, Anne Woods, disse à BBC que é necessário colocar mais soldados que falem francês no país antes das eleições. A ONU tem sido criticada pelo que é visto como uma falta de avanços mais de um ano depois da saída de Jean Bertrand Aristide da Presidência. Mesmo com a presença de mais de 7,5 mil soldados da ONU, liderados pelo Brasil, gangues armadas continuam aterrorizando a população. Estima-se que mais de 600 pessoas tenham morrido em episódios violentos nos últimos seis meses. O mandato de seis meses da Missão de Estabilização da ONU no Haiti acaba no fim de maio. |
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