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Missão da ONU viaja ao Haiti nesta quarta | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Integrantes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), liderados pelo embaixador brasileiro na ONU, Ronaldo Sardenberg, iniciam nesta quarta-feira uma missão de quatro dias no Haiti. O objetivo da visita é reunir esforços para melhorar a segurança e a economia do país caribenho. Trata-se da primeira visita do conselho ao Haiti - uma indicação de como o país continua instável mais de um ano depois da queda do presidente Jean-Bertrand Aristide. Mesmo com a presença de mais de 7,5 mil soldados da ONU, liderados pelo Brasil, gangues armadas continuam aterrorizando as ruas, a economia do Haiti encontra-se aruinada e o suprimento de comida é bastante difícil. "A situação no país é precária. Os níveis de desemprego são inimagináveis para qualquer lugar. Cerca de 85% dos haitianos estão desempregados. Isso só aumenta a gravidade e o perigo da situação", disse Sardenberg à BBC Brasil, nesta terça-feira, em Nova York. O embaixador ressaltou a necessidade de um projeto a longo prazo para o desenvolvimento do Haiti - como o que já foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU. Juntamente com questões como segurança, desarmamento e direitos humanos, o Conselho de Segurança também vai tentar encontrar formas de criar um plano de desenvolvimento econômico para o país. Até agora, menos de 20% do dinheiro prometido por doadores no ano passado chegou ao país. Recentemente, um enviado da ONU ao país declarou que, sem essa ajuda, o Haiti enfrentaria a destruição. O mandato de seis meses da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) vence no fim de maio. Segundo Sardenberg, pela primeira vez o conselho vem mostrando um interesse político na região. |
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