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Lavagna faz 'última oferta' a credores argentinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, anunciou nesta terça-feira uma nova proposta para aqueles que compraram papéis da dívida do país e que foram prejudicados pela moratória decretada pela Argentina em dezembro de 2001. “Essa é a nossa última oferta”, avisou, durante entrevista coletiva no Ministério da Economia. Lavagna reiterou que o governo não pagará mais do que 25% do que deve. Entretanto, ele admitiu, pela primeira vez, que os juros acumulados desta dívida serão reconhecidos - o que ocorrerá somente no caso de sua proposta ser aprovada por mais de 70% dos credores. Para cobrir o pagamento da dívida em moratória, Lavagna voltou a propor a emissão de três bônus vinculados ao crescimento do país. Batizados de “Par”, “Desconto” e “Quase Par”, eles seriam em dólares ou em pesos e com prazos de vencimento de até quarenta anos. Expectativas A moratória argentina foi a maior da história mundial. Por isso, esse é um assunto que vem gerando expectativas em várias partes do mundo. Daqueles cerca de US$ 88 bilhões que não foram pagos, o governo pretende conseguir um desconto de US$ 61 bilhões. Isso equivale a uma redução de 75%, conforme o próprio ministro já havia sugerido, no ano passado, por decisão do presidente Néstor Kirchner. Entre os que compraram aqueles títulos da Argentina estão italianos, alemães e, principalmente, argentinos. Os argentinos chegaram a fundar uma entidade, a Associação dos Danificados pela pesificação e o “default” com pelo menos trezentos integrantes. Consultas O ministro consultou os países do G-7, os sete mais ricos do mundo, e o FMI antes de divulgar a proposta do governo. Uma nova missão do Fundo desembarca no país, nos próximos dias, e apesar dos resultados fiscais terem superado as metas estabelecidas no último acordo, o organismo internacional de crédito exige que se chegue a um acordo com os credores. “Que negociem de boa-fé”, chegou a afirmar a vice-diretora-gerente do FMI, Anne Krueger, diante da demora do governo em apresentar proposta aos que investiram nos papéis da dívida do país. Na semana que vem, Lavagna e sua equipe deverão se reunir com os credores do país. |
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